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Entrevista
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A Quinta do Bill
- 1-Feb-2006 - 23:01
Nos últimos anos Bill Gates tem-se dedicado à causa humanitária. Criou uma fundação com o objectivo de apoiar financeiramente os países pobres e deu-lhe tanta importância ao ponto de para ela canalizar todos os seus rendimentos!!!Depois de ter estado em Moçambique e Angola, entre outros países, onde esteve a apoiar com o seu dinheiro a luta contra a pobreza e as doenças que martirizam as populações e onde foi fotografado junto a famintas e doentes crianças negras, resolveu vir também apoiar Portugal.
Evidentemente que em Portugal Bill Gates não foi fotografado com crianças doentes ou famintas ao colo. Não porque isso não exista, mas porque o apoio aos países dá-se em função da sua posição na escala mundista convencionada.
Foi, isso sim, fotografado a receber uma das mais altas condecorações portuguesas exactamente por ajudar... outros países. Como somos grandes!!!
Em Portugal Bill não vai dar dinheiro aos probrezinhos. Vai dar formação em novas tecnologias (leia-se software Microsoft) a um milhão de portugueses (este número faz-me lembrar aquela história do vinho) e vai ajudar na formação de mais uns milhares de técnicos de praticamente todos os ministérios. Segundo o governo, Portugal não vai gastar nada com isto! Bill Gates vai dar tudo e - mais espantoso ainda - sem qualquer contrapartida.
Ora aí está uma parte do grande segredo (os grandes segredos são sempre encriptados e não totalmente revelados). Ficam então os portugueses a saber que se querem ganhar fortunas astronómicas têm que dar tudo o que têm. Resta saber como vão resolver a contradição de ganhar algum para dar.
Numa "conferência" sobre o futuro o "professor" Bill Gates ilustra a sua prosa com um filme publicitário da Microsoft. E nós, provincianos, batemos palmas.
Numa entrevista Bill Gates, o homem mais rico do mundo, dono da casa provavelmente a mais automatizada do mundo, diz que ajuda a mulher a lavar a loiça. E nós, provincianos, olhamo-lo embevecidos.
Numa "aula" Bill Gates diz que o seu filho de 6 anos convocou uma reunião familiar preocupado em saber qual iria ser a sua herança, uma vez que o pai dá tudo que ganha à fundação. E nós, provincianos, solidarizamo-nos com as precoces preocupações.
Ainda há quem diga que não precisamos de ajuda? Ai precisamos, precisamos!
António J. Ribeiro

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