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Entrevista
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Programa de privatizações rendeu 124 milhões de dólares desde 1989
- 8-Feb-2006 - 19:53
O programa de privatizações angolano, iniciado em 1989, rendeu aos cofres do Estado 124 milhões de dólares até ao final de 2005, envolvendo 324 empresas, revelou hoje o director do Gabinete de Redimensionamento Empresarial (GARE), António Guilherme.
O governo angolano seleccionou para este programa de privatizações 545 empresas, das quais 357 de pequena dimensão, 132 de média dimensão e as restantes 57 de grande dimensão.
Segundo António Guilherme, na primeira fase do programa, que decorreu entre 1989 e 2000, foram privatizadas "quase todas" as empresas de pequena e média dimensão que estavam previstas.
"Neste período, foram realizadas 202 privatizações, 73 contratos de exploração e 16 contratos de reabilitação e gestão", salientou o director do GARE, numa extensa entrevista que concedeu ao Jornal de Angola.
António Guilherme especificou que as privatizações realizadas na primeira fase do programa renderam 103,1 milhões de dólares, dos quais o Estado ainda não conseguiu receber cerca de 14 milhões de dólares.
Na segunda fase, que começou em 2001 e ainda está em curso, foram privatizadas 33 empresas, quase todas de média e grande dimensão, que renderam 21 milhões de dólares, estando ainda em negociação mais de uma dezena de processos.
"A política de privatizações do governo mudou nesta segunda fase. Em lugar de privatizar para arrecadar receitas, optou-se mais pela privatização por aumento de capital", salientou António Guilherme.
Nesse sentido, referiu que a segunda fase "não gerou um grande volume de receitas", mas foi conseguido um investimento adicional de cerca de 200 milhões de dólares nas unidades privatizadas.
"Esta nova modalidade tem a vantagem de permitir que o Estado fique com parte do capital, enquanto o parceiro estratégico faz o investimento e transforma a empresa numa unidade rentável", acrescentou.
Nesta entrevista, o director do GARE admitiu que o sector empresarial privado angolano "não se desenvolveu como era desejado", salientando que cerca de 90 por cento das empresas privatizadas na primeira fase - que foram todas entregues a investidores angolanos - "não realizaram investimentos".
Apesar desta situação, António Guilherme defendeu que "a solução não é o resgate" das empresas entregues a empresários que não apresentam capacidade financeira para honrar os compromissos assumidos, considerando que é necessário criar condições que permitam o aparecimento de uma classe empresarial forte em Angola.
"Um país não se pode desenvolver apenas com meia dúzia de empresários. O capital está concentrado em pouca gente e é preciso dispersa-lo. É necessário desenvolver políticas de fomento e formação dos empresários", afirmou.

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