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  Entrevista
Sócrates considera que «o mais difícil é o que está para vir»
- 4-Mar-2006 - 12:57


O primeiro-ministro considera que os objectivos e medidas mais difíceis ainda estão por vir, como disse em entrevista hoje publicada pelo "Expresso", na qual reafirma querer reduzir este ano o défice de seis para 4,8 por cento.


No início do segundo mandato do Governo, José Sócrates admite que "o mais difícil é o que [ainda] está para vir, o que falta fazer e não o que já está feito", rejeitando, no entanto, aumentos dos impostos "para além dos que estão previstos no Pacto de Estabilidade e Crescimento entregue em Bruxelas".

Reafirmando que o Governo vai "reduzir o défice de 6 para 4,8 por cento num clima de crescimento económico ainda fraco", Sócrates acrescentou que o "nível de exigência e de insistência nas linhas políticas deve manter-se", já que se espera que a Europa e Portugal recuperem nos próximos anos.

Na entrevista, o primeiro-ministro refere também ter "boas expectativas e boas razões para as ter" relativamente à sua coabitação com o novo Presidente da República Cavaco Silva, que acredita que irá "ter um mandato que corresponderá exactamente ao que disse na campanha".

Apesar de o seu colega de partido Manuel Alegre ter tido mais votos, como candidato independente, Sócrates assegura que hoje teria de novo apoiado Mário Soares como candidato a Presidente da República.

Salientando que o orçamento da União Europeia (UE) "ainda não está fechado", Sócrates admite que os cortes orçamentais de Bruxelas poderão prejudicar a construção de novo aeroporto na Ota.

"O investimento público é muito reduzido e, no limite, poderia até não haver investimento público sem colocar o projecto [da Ota] em causa", afirma.

No caso do TGV, a Europa "atribuirá às redes europeias a prioridade que sempre atribuiu", refere Sócrates, referindo que o projecto do comboio de alta velocidade não será prejudicado.

José Sócrates considera difícil dizer quantos funcionários públicos haverá a menos no final deste ano e admite que a ideia de dispensar 75 mil como prevê o programa eleitoral do governo "terá de ser actualizada em função de novos dados".

Numa altura em que a taxa de desemprego tem aumentado, Sócrates salienta ainda que a promessa eleitoral de 150 mil novos empregos é um objectivo para cumprir até ao fim da legislatura, altura em que espera ter uma taxa de desemprego inferior aos 7,5 por cento que encontrou.

"E que isso signifique mais 150 mil postos de trabalho", sublinhou.

Quanto à retoma do processo de co-incineração, uma das suas batalhas enquanto ministro do Ambiente de António Guterres, Sócrates garantiu que "não há nenhuma vingança, [mas] há a consciência de que é preciso resolver um problema eternamente adiado".

Sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) à Portugal Telecom, apresentada pela Sonae, o primeiro-ministro escusou-se a fazer comentários, dizendo apenas que o "Governo só se pronuncia no final" do processo.

"Aconteça o que acontecer, quer a OPA tenha sucesso ou não, uma coisa vai resultar: vamos ter mais concorrência nas telecomunicações. Vai haver uma separação entre a rede de cobre e do cabo", adiantou, salientando que o Estado não é um accionista qualquer na PT e que "com Belmiro de Azevedo ou sem ele, o Estado vai manter a 'golden share'" na empresa de telecomunicações.

Sócrates revela também que vai apresentar em Setembro uma nova proposta de referendo sobre o aborto e que espera a aprovação de uma lei "a reforçar as medidas anti-tabagistas".

O primeiro-ministro afirma que uma "proposta de regionalização só por um novo referendo" e aposta no "desenvolvimento infra- estrutural do interior" para combater a desertificação, apontando como um projecto "absolutamente prioritário" a construção de uma auto- estrada que ligue Amarante a Bragança.

Na entrevista, Sócrates diz aceitar "que se possa fixar um limite superior nas pensões do sistema público" e sublinha, quando questionado sobre a possibilidade do Sistema Nacional de Saúde sair "do sistema", que "não está de acordo com algumas perspectivas liberais de redução significativa do Estado social" no sector da saúde, por considerar que "isso teria um efeito negativo na coesão social em Portugal".

Escusando-se a comentar a busca judicial na redacção do jornal "24 Horas", o primeiro-ministro admitiu que "a histeria à volta da liberdade de expressão" pareceu-lhe exagerada e que a nova Entidade Reguladora da Comunicação Social "visa sobretudo aplicar a lei e deve ter autoridade suficiente para isso".

José Sócrates assegurou ainda que "enquanto [o Procurador-Geral da República] Souto de Moura estiver em funções tem a confiança do Governo e do primeiro-ministro".

No primeiro ano do mandato do Governo, a medida que custou mais a tomar foi o aumento do IVA e a que mais gosto deu foi a recente criação do Complemento Solidário para Idosos, concluiu o primeiro-ministro.


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