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Entrevista
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Professores portugueses contestam afirmações de Santana Castilho
- 9-Mar-2006 - 15:26
Um grupo de professores portugueses colocados em Timor-Leste contestou hoje as afirmações de Santana Castilho, consultor do Banco Mundial, segundo o qual aqueles não estão preparados para ensinarem a língua portuguesa como idioma estrangeiro.
As afirmações de Santana Castilho foram feitas numa entrevista à agência Lusa, no passado dia 1, e na ocasião aquele professor universitário contestou a estratégia seguida no apoio à reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste, classificando como "fraquíssima a preparação dos professores".
Santana Castilho acrescentou ainda ser "fraquíssimo" o domínio genérico a nível do Português, "o que naturalmente cria alguma dificuldade, alguma incoerência com a decisão de ter o Português como língua de instrução".
Para o grupo de professores colocados em Timor-Leste, as críticas que lhes são dirigidas por Santana Castilho são "injustas" e "lesivas", disse à Lusa Ana Olívia Vaz falando em nome dos colegas.
Vincando que os professores colocados em Timor-Leste possuem "habilitações profissionais, científicas e pedagógicas conferidas por Escolas Superiores de Educação e Universidades Portuguesas", estes manifestaram ser incorrecto afirmar-se que os docentes "por serem jovens" - o que contestaram -, "sejam inexperientes".
A "esmagadora maioria" dos professores portugueses colocados em Timor-Leste "tem experiência de ensino no território - quatro ou mais anos", além da prática de ensino de parte deles em países africanos de língua oficial portuguesa e na Europa, afirmaram.
Santana Castilho, que veio a Timor-Leste "ajudar a definir uma política para a concepção, produção e distribuição de manuais escolares" até ao 6º ano de escolaridade, reconhece a "generosidade" dos docentes colocados em Timor-Leste e o esforço da Cooperação Portuguesa nesta matéria.
"O que se verifica, e estou a falar em termos genéricos, é que o domínio do Português é manifestamente insuficiente para transmitir seja que conceito for", acrescentou Santana Castilho na entrevista à Lusa.
O apoio à reintrodução da língua portuguesa, à capacitação institucional e ao desenvolvimento económico e social constituem as três áreas chave por que passa a cooperação bilateral, que este ano será de 32,6 milhões de dólares (27 milhões de euros).
Para garantir que o Português, língua oficial de Timor-Leste a par do Tétum, tenha a projecção que as autoridades timorenses desejam, no ano lectivo em curso foram colocados 111 professores portugueses nos 13 distritos timorenses.
A estes há que juntar mais 170 formadores timorenses.
"Percorri o país todo e visitei muitas escolas e falei com muitas pessoas e encontrei uma generosidade muito grande por parte dos professores portugueses. Vi, genericamente, uma camada de professores muito jovens, pouco experientes, que fazem e dão o seu melhor, mas que, de facto, são pessoas com pouca experiência de ensino e sobretudo não estão preparados para o ensino do Português como língua estrangeira, como é o caso aqui em Timor-Leste", frisou Santana Castilho.
"É um erro enorme não prepararem os professores", salientou, defendendo que a solução está nas dezenas de milhar de professores no desemprego em Portugal.
Para o grupo de professores que contestou as afirmações de Santana Castilho fica a disponibilidade "para um eventual debate e troca de ideias", concluindo que esse encontro, a realizar-se, "enriquecerá ambas as partes, quer no domínio pessoal quer no domínio profissional", daí resultando uma contribuição para o projecto de reintrodução da língua portuguesa em Timor-Leste e que permitirá "colmatar eventuais falhas", frisaram.

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