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  Entrevista
«Angola atrai milhares de investidores chineses», diz consultor
- 15-Mar-2006 - 14:41


Mais de 10 mil empresários chineses visitaram Angola nos últimos anos para conhecer o mercado e as oportunidades locais, disse hoje à Lusa Huang Zequan, consultor de empresas que querem internacionalizar-se para África e académico na Universidade de Pequim.


"Angola atrai o interesse dos empresários e investidores chineses. A lei angolana do investimento estrangeiro é muito favorável para os investidores estrangeiros e desde o final da guerra mais de dez milhares de homens de negócios chineses visitaram o país", disse Huang, que ensina Estudos Africanos na Universidade de Pequim e é investigador da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

"Uma vez escrevi uma coluna de opinião que dizia que, mesmo que seja a plantar couves em Angola, uma empresa vai ter lucro. Recebi imediatamente cinco telefonemas de empresários que queriam investir em Angola", lembrou Huang, vice-presidente da Associação de Amizade Sino- Africana e um dos maiores especialistas chineses em assuntos africanos.

Em entrevista à Lusa, Huang defendeu que um dos factores de atracção do investimento chinês para Angola é o mercado de reconstrução de infra-estruturas do país, após 27 anos de guerra civil, e que as empresas chinesas são concorrentes a considerar.

"As companhias chinesas perderam o medo de participar em concursos públicos internacionais, porque oferecem bons serviços e boa qualidade, e ganham por isso os concursos públicos. Quer seja em projectos de engenharia, construção de pontes, fornecimento de artigos electrónicos e computadores, as empresas são competitivas e a obra e a encomenda é entregue a tempo", acrescentou.

A cooperação económica entre a China e Angola é uma forma de entrada de empresas chinesas no mercado dos países africanos de língua portuguesa, e Huang, membro do Partido Comunista Chinês desde 1966, lembra que essa cooperação tem uma vantagem que nenhum outro país do mundo pode oferecer.

"[A cooperação] é dada sem a China alguma vez intervir nos assuntos internos dos países, e essa é a questão fundamental que beneficia qualquer país africano", frisou.

A China tem sido acusada de "falta de escrúpulos" na sua relação com África.

Diversos países e agências internacionais acusam Pequim de utilizar a recusa de intervenção nos assuntos internos dos países receptores de ajuda como pretexto para colocar a busca de recursos energéticos acima de questões morais sobre auxílio a regimes autoritários.

A China, que enviou 4 mil tropas para o Sudão para defender um pipeline construído por empresas chinesas, necessita desesperadamente de petróleo para sustentar o seu crescimento económico de cerca de 9,9 por cento ao ano, e é o segundo maior consumidor petrolífero mundial, a seguir aos Estados Unidos.

Huang considera que as acusações à China são feitas pelos países ocidentais que temem o fortalecimento da China e a concorrência chinesa no mercado do continente africano.

Sublinha que, porque a China nunca fez exigências políticas, os países africanos acreditam na "sinceridade" de Pequim.

"Em 1997, os Estados Unidos ofereceram 20 milhões de dólares de ajuda a Moçambique, na condição de que Maputo apoiasse Washington contra a China, em questões de direitos humanos nas Nações Unidas, mas Moçambique recusou. Na Tanzânia, os Estados Unidos condicionaram a ajuda à privatização de algumas empresa", acusou Huang.

Isto prova, segundo Huang, que o maior capital da relação entre a China e os países africanos de língua portuguesa é o apoio mútuo na comunidade internacional.

"Muitos países ocidentais não querem que a China seja forte, acham que isso os ameaça, e por isso tentam boicotar as relações com África que, nos últimos 20 anos, se têm vindo a desenvolver. Mas o desenvolvimento da China é pacífico", concluiu Huang.


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