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Entrevista
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Xanana Guasmão defende perdão como única via para sair de conflitos
- 15-Mar-2006 - 16:28
O presidente do Timor-Leste, Xanana Gusmão, defendeu hoje que o "perdão" é a única via para que os povos devastados por anos de conflito com outras comunidades vivam em paz, já que "é mais benéfico buscar a justiça social interna que a justiça penal".
O ex-guerrilheiro e actual presidente de um dos países mais jovens (Maio do 2002) e pobres do mundo (um dólar per capita por dia) visitou hoje a sede das Nações Unidas em Genebra para angariar apoios para o desenvolvimento do Timor-Leste.
Após 24 anos de ocupação pela Indonésia (1975-1999), o país enfrenta agora o desafio de se desenvolver e evitar os conflitos internos por causa da pobreza.
Xanana Gusmão optou pelo "perdão" em relação à Indonésia, já que agora "é mais importante consolidar os valores democráticos e a estabilidade social, do que perder o tempo tentando colocar os responsáveis na prisão", defendeu em entrevista.
Na sua opinião, essa atitude de evitar o confronto deveria ser adoptada por países da América Latina, que se sentiriam recompensados por "buscar uma reconciliação, deixar para trás o passado, olhar para a frente e lutar por uma justiça social que permita às novas gerações nascer num país em paz".
Também pediu a israelitas e palestinianos também lhes pediu que "não se permitam perder nem uma só oportunidade de dialogar, porque trocar opiniões é a melhor maneira de solucionar conflitos".
Sobre o ataque de Israel ontem à prisão palestiniana de Jericó, afirmou que, nos anos em que foi prisioneiro da Indonésia, chegou a "odiar tudo que tivesse a ver com esse país", mas "depois aprendi que o problema era o regime e não as pessoas".
"Muitos acusam-me de esquecer, de deixar impunes os culpados, mas eu acho que é necessário lutar por outros direitos humanos como a educação ou a liberdade de expressão, e pela melhora das condições de vida", explicou.
Depois do plebiscito de autodeterminação promovido pela ONU em 1999, a transição para a independência e a democracia do Timor-Leste foi muito violenta. Tropas indonésias e as milícias que defendiam a anexação incendiaram e destruíram cidades e aldeias, mataram cerca de mil pessoas e deportaram outras 200 mil.
Após "sete anos de ajudas da comunidade internacional", Xanana acredita que conseguirá recursos com o petróleo - para o que negocia com empresas portuguesas e brasileiras -, o turismo, o desenvolvimento da agricultura e "qualquer fonte de renda estável".
"Hoje compramos tudo do exterior e não temos um só produto para vender", apontou que, em tom de piada, garantiu que seu país "tem o melhor café do mundo".
Várias agências técnicas da ONU analisam as oportunidades de colaboração para o desenvolvimento do país e o presidente aposta que, em cinco anos, já poderá haver renda produzida pelo petróleo e "poderemos começar a crescer".
O principal temor do ex-dirigente independentista, de 59 anos, cujo nome verdadeiro é José Alexandre Gusmão, é evitar que surjam conflitos sociais internos.
De acordo com dados da ONU, metade da população do Timor-Leste não tem água potável, 60 de cada mil recém-nascidos morrem antes de completar um ano, a esperança de vida é de 55,5 anos e a renda média per capita é de 370 dólares por ano.

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