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  Brasil
Analista suíço aconselha Lula a apertar o cinto
- 30-Oct-2002 - 17:43

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vai ter de adoptar políticas económicas mais restritivas, «apertar o cinto», para alcançar a confiança dos mercados, o que trará sérios entraves à introdução de medidas sociais.

O analista Oussama Himani, da Union des Banques Suisses (UBS), o maior banco da Suíça, sustenta que se Lula quiser o apoio dos mercados terá que «apertar mais o cinto» do que previa durante a campanha eleitoral.

«Nem tão pouco basta o simples anúncio da equipa económica, como sugerem vários investidores para acalmar o mercado», acrescentou.

Para este analista, o risco-Brasil atingiu um nível tal que, para baixá-lo para um patamar compatível com a sustentabilidade da dívida, «Lula terá que adoptar políticas mais rigorosas do que as que seriam tomadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso».

Himani manifesta-se preocupado com os «sinais vindos do Partido dos Trabalhadores (PT)» (liderado por Lula), que indicam que o combate à inflação passaria para segundo plano, e que a prioridade seria agora o crescimento económico.

A concretizar-se este cenário «não é um bom sinal» e a inflação poderá mesmo atingir 11 por cento ao ano.

Presentemente, explicou o analista, «não dá para abrandar as políticas fiscal e monetária. É uma pena que se tenha de adoptar uma posição mais restritiva, mas é importante para restabelecer a credibilidade que permitirá uma redução nas taxas de juros e o crescimento da economia», disse Himani.

«A primeira prioridade (de Lula) é responder às expectativas (do mercado)», sublinhou, adiantando que a actual política monetária do Banco Central do Brasil «precisa ser preservada».

Para o analista do UBS, se quiser reconquistar a confiança dos mercados, Lula terá, ao contrário, que apertar mais no plano fiscal para atingir os 5 por cento de superávit primário, previstos no programa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A redução dos juros e a retomada do crescimento só podem acontecer num clima de muita confiança dos mercados, insistiu.

Para que tal aconteça, «é preciso rigor fiscal e monetário», afirmou.

Outra preocupação de Himani é o volume da dívida. Assumindo uma posição diferente de outros analistas, que acham que a dívida brasileira pode ser gerida sem problemas de maior, o analista do UBS discorda porque «o nível dos juros que o Brasil está a pagar é realmente bastante alto e isso não é sustentável no momento actual».

Sobre o programa de 30 mil milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), negociado para garantir a sustentabilidade da dívida, este montante, segundo o analista, «não garante a salvação».

Himani também está preocupado com o discurso de alguns políticos que sugerem o regresso a uma política industrial por sectores, isto é, proteccionista para desenvolver certas indústrias.

O Brasil, explica, deve fazer o contrário: integrar-se mais na economia mundial, mantendo o seu mercado aberto.

«Uma atitude mais positiva em relação à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) ajudaria. Entendo as preocupações com as posições de Washington, com o facto de os EUA terem imposto barreiras contra o aço. Certamente não é uma decisão inocente. Mas o Brasil precisa de um mercado livre mais do que a América e essa é uma oportunidade que o país não deve perder», sustenta.

Questionando-se se perante uma política restritiva, haverá espaço para Lula gastar mais no plano social, Himani diz que a saída para o próximo Governo está na reforma de alguns sectores, tais como a Previdência Social e a fiscalidade.

Himani aponta outra solução, que reconhece ser impopular, a redução do emprego no sector público.

De uma forma geral todos os economistas reconhecem que Lula precisa de dar «um choque de credibilidade» no início do seu Governo para conquistar a confiança dos investidores.

Num seminário realizado segunda-feira, em Nova Iorque, sobre «O Brasil: Cenários Económico e Político Pós-Eleições», promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, cinco analistas de Wall Street, moderados pelo professor Alberto Fishlow, director do Centro de Estudos Brasileiros da Columbia University estão de acordo com esta postura por parte de Lula.

O economista-chefe para a América Latina do banco Lehman Brothers, Paulo Vieira da Cunha, disse que «o novo presidente começa o seu mandato no meio de uma crise que exige acções que definirão o carácter do novo Governo».

Para Cunha, «o orçamento de 2003 que está para ser aprovado até o final do ano, precisa ser revisto e a batalha que será travada no Congresso para a aprovação do orçamento será um teste crucial para a política do PT».

«Lula precisará de rever no novo orçamento as condições do superávit primário que acredita que deverá ficar em torno dos 4 por cento e também o crescimento económico, reduzindo a projecção de 3 por cento para 1,5 por cento em 2003», acrescentou.

O orçamento global brasileiro, com um crescimento económico inferior e a perda de receitas fiscais deve atingir os 894 milhões de euros (3,4 mil milhões de reais), dos quais 605 milhões de euros (2,3 mil milhões de reais) se destinam para a Previdência, «o que exigirá um corte real nas despesas de 8,6 por cento em relação ao nível de 2002», afirmou.

Quanto à inflação prevista no orçamento de 2003 deve ser elevada de 5,5 por cento para 8 por cento, sublinhou.

Vieira da Cunha destacou que Lula vai ter que aceitar soluções difíceis para não ter que cortar nas despesas para programas sociais propostos pelo Partido dos Trabalhadores.

Já o director para a investigação sobre a América Latina do banco West LB, John Welsh, disse que um dos grandes riscos que o presidente eleito (Lula) enfrentará para administrar a crise actual será a pressão política para recuar em relação aos avanços fiscais registados nos últimos anos.

Welsh lembrou que «17 dos novos governadores eleitos são favoráveis à renegociação dos contratos das dívidas com a União. Há uma enorme pressão de governadores e de Estados importantes e de presidentes de Câmara para a renegociação», afirmou.

Já para Michael Gavin, da UBS Warburg, embora o PT pareça ter a situação sob controlo, Lula precisa, a curto prazo, agir rapidamente.

«É necessário, aliás, obrigatório, tomar medidas o quanto antes em direcção à reforma da previdência social», esclareceu.

Gavin também concordou com Vieira da Cunha que considera como ponto crítico a possibilidade da renegociação da dívida de Estados e municípios com o Governo federal.

Segundo Gavin, este é um ponto preocupante para os analistas.

«O PT tem de redistribuir as despesas orçamentais antes destinados às classes mais privilegiadas para as mais pobres, através de programas de saúde e educação. Se o não fizer imediatamente, poderá ser politicamente muito mais difícil mais tarde», defendeu.

Já para Paulo Leme, director de pesquisa e de estratégia para mercados emergentes do banco Goldman Sachs, o novo Governo do Brasil precisa elevar o superávit fiscal primário para 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003.

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