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Entrevista
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Eduardo dos Santos passa atestado de menoridade aos jornalistas angolanos
- 27-Mar-2006 - 20:09
O Presidente ainda não percebeu que muitos dos que o rodeiam dizem sempre que sim porque perderam a coluna vertebral quando nasceram
O Presidente da República (salvo melhor opinião) não tem tempo, não gosta mesmo de conceder a cinza do prazer de dar entrevistas aos jornalistas angolanos. O mesmo não se pode dizer de jornalistas estrangeiros que sempre franquearam sem grandes formalismos protocolares, e continuam a fazê-lo, os portões do poder (ontem no Futungo, hoje na Cidade Alta) sem problemas de maior.
Dizemos isto, sem meias verdades nem verdades meias, porque achamos que a verdade é (assumimos o que pensamos e dizemos) o melhor predicado pelo qual nos devemos pautar na vida.
Se se trata de xenofilia ou não da parte de quem decide quem pode ou não entrevistar quem dirige o País, é uma questão que, por enquanto, não é para aqui chamada. Ou seja, é tema de prosa para um outro momento que não este.
Prosseguindo. A única entrevista que o Mais Alto Magistrado da Nação concedeu (e o País, qual elefante velho, disso tem memória) a um jornalista angolano, escolhido a dedo para o efeito no seio dos profissionais da única agência de notícias existente em Angola, conta cerca de 15 anos.
Contudo, faz mossa aos jornalistas e, particular e principalmente, aos cidadãos contribuintes e eleitores saberem de factos relevantes da vida do País a partir de pronunciamentos que, por norma, o chefe de Estado faz no estrangeiro como se os angolanos não tivessem o direito de tomarem conhecimento, em primeira mão, dos factos que se prendem à vida política doméstica.
O delegado do NL em Luanda endereçou uma a carta ao Presidente pedindo uma entrevista em que seriam abordadas questões atinentes à precária vida social (falta de água, luz, pão, medicamentos nos hospitais, habitação…), económica (o ordenado é cada vez mais insignificante…) e política (a sua candidatura ou não às próximas eleições, resultados dos inquéritos sobre a queda do helicóptero da Força Aérea que, recentemente, tirou a vida a mais de 15 pessoas e das sindicâncias ao SIE e ao SME, a crise interna na FNLA, UNITA, etc., etc.) do País.
Nada feito. O Presidente tem muito mais o que fazer, nem que seja ir tratar do pé ao Brasil. Será por o delegado do NL não ser membro do MPLA (Menos Pão Luz e Água), nem partidário dos ideais de Muangai e não ter a foto de Eduardo dos Santos na escrivaninha, na carteira ou na banca de cabeceira, como (muitos) outros?
Talvez. Afinal, para mal dos angolanos, Eduardo dos Santos ainda não percebeu que muitos dos que o rodeiam dizem sempre que sim porque perderam a coluna vertebral quando nasceram. Também não percebeu que, exactamente por isso, dizem sempre que sim a quem estiver no Poder. Acresce que os angolanos não se revêem nem nesses invertebrados nem num Presidente que lhes dá cobertura.

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