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  Cabo Verde
Programa de combate à cegueira em Cabo Verde e na Guiné-Bissau
- 29-Mar-2006 - 19:52


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a fazer o levantamento das necessidades de Cabo Verde e da Guiné-Bissau em matéria de doenças oftalmológicas, num encontro que decorre até sexta-feira na Cidade da Praia.


Os especialistas da OMS e da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) pretendem analisar as necessidades dos serviços e cuidados de saúde destes países em matéria de saúde ocular.

Neste encontro, que reúne especialistas internacionais, está a ser elaborado um plano, de cinco anos, para a prevenção e luta contra a cegueira em Cabo Verde e na Guiné-Bissau.

A oftalmologista Francisca Inocêncio, da organização do encontro, explicou à Agência Lusa que da Cidade da Praia deverão sair recomendações de acções a desenvolver até 2020, com o objectivo de "diminuir substancialmente o nível de cegueira nestes dois países africanos de língua oficial portuguesa".

A iniciativa da OMS é dirigida aos Países lusófonos da CEDEAO e visa encontrar parcerias para o combate à cegueira e "garantir a todos o direito à visão", sublinhou a médica Francisca Inocêncio.

"Cabo Verde não escapa ao flagelo da cegueira que atinge a nossa sub-região", disse.

No entanto, explicou, o maior problema dos cabo-verdianos nesta área tem a ver com os elevados custos do tratamento.

"A situação está longe de ser razoável apesar da nossa reduzida população e o facto de sermos um país de ilhas onera os custos com os tratamentos", assinalou.

Cabo Verde e Guiné-Bissau pretendem, através da OMS e da CEDEAO, conseguir recursos técnicos e financeiros para minimizar os custos com os tratamentos em saúde ocular.

"Em Cabo Verde, a meta é reduzir para metade os casos de cegueira nos próximos três anos e nos anos seguintes passá-la para metade", lê-se no documento apresentado ao encontro pelas autoridades sanitárias do arquipélago.

Os problemas mais comuns em Cabo Verde são a catarata e os erros resultantes da falta de óculos, os efeitos a longo prazo da diabetes e o glaucoma (tensão alta intra-ocular).


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