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using defalts layout Jorge Queta, da coordenação da distribuição, adiantou que entidades das Nações Unidas e outras agências estão a distribuir ajuda humanitária às localidades de Cacheu, Canchungo, Bissorã, São Domingos, Ingoré, Bula, Susana, Varela, Colarege, Jegue, no norte do país, e ainda Bissau e Ziguinchor (capital de Casamança, província no sul do Senegal), no total de 12,7 toneladas de arroz, óleo, açúcar e papas.
As crianças constituem cerca de 40 por cento dos deslocados de um conflito iniciado a 16 de Março último e que o governo guineense afirmou ter terminado na passada quinta-feira.
A ajuda alimentar está a ser garantida no terreno por equipas das várias agências das Nações Unidas, dos comités nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, das missões católicas e associações de estudantes, bem como do governo.
Oficialmente, o conflito deveu-se à presença no território do norte da Guiné-Bissau de elementos ligados à ala radical do Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC), estimados entre 300 e 500 e liderados por Salif Sadjo, que se opõe aos acordos assinados entre a direcção dos independentistas, cujo líder histórico e espiritual é o abade Diamacoune Senghor, e as autoridades de Dacar.
O MFDC luta há mais de 23 anos pela independência de Casamança, embora, desde 2000, as negociações com Dacar tenham permitido desanuviar o clima de tensão, com a promessa do presidente senegalês, Abdoulaye Wade, em garantir uma maior autonomia para a província, considerada o "celeiro" do Senegal e cuja costa é rica em petróleo.
No entanto, as divergências existentes no seio do movimento, dividido em várias alas, apesar de algumas delas ultrapassadas, têm em Salif Sadjo o elemento mais radical, pois é considerado como "irredutível" e defensor do "independência ou morte".
Os confrontos, que assolaram durante mais de um mês a região norte da Guiné-Bissau, onde os rebeldes detinham algumas bases operacionais, provocaram mais de uma centena de vítimas, embora estes sejam dados oficiosos divulgados pela imprensa senegalesa.
A imprensa do Senegal dá conta da cerca de oito dezenas de baixas entre as tropas guineenses, mas não avança quaisquer números entre as forças independentistas, limitando-se a indicar que o número de baixas ultrapassou a centena.
Do lado guineense, o silêncio é total, mesmo depois de, num curto comunicado, o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) ter anunciado, quinta-feira, o fim da chamada "Operação de Limpeza".
No documento, não é feita qualquer referência a uma eventual presença de militares guineenses junto à fronteira no Senegal, nem às condições de segurança para a circulação de viaturas e de pessoas nas diferentes vias de acesso, nem ainda quanto à alegada detenção de rebeldes ligados a Sadjo.
Entretanto, no terreno, a situação está, segundo fontes oficiais, a regressar lentamente à normalidade, apesar de os agricultores da região recearem voltar aos campos de cultivo, temendo a existência de minas terrestres.
Vários porta-vozes locais pediram às autoridades de Bissau que garantam a segurança das populações e apelaram às organizações internacionais para não discriminarem as populações na distribuição da ajuda humanitária.