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«Há cerca de seis mil pessoas deslocadas», diz a ONU
- 2-May-2006 - 13:57
Cerca de seis mil pessoas continuam fora das suas casas em Díli, a maior parte das quais nas montanhas que rodeiam a capital timorense, devido à instabilidade vivida nos últimos dias, disse hoje fonte da ONU.
Durante o fim-de-semana o número de deslocados chegou a 13 mil, precisou a mesma fonte.
Actualmente, somente no Colégio D. Bosco, em Comoro, permanecem mais de mil famílias, de acordo com o padre Adriano.
Entre os outros locais onde estão concentradas pessoas que abandonaram as suas casas na sequência dos violentos confrontos verificados sexta-feira e sábado em Díli e nos subúrbios na parte ocidental figura o antigo quartel-general dos "capacetes azuis" portugueses.
Entretanto o Secretariado do Episcopado Timorense, que congrega as dioceses de Díli e Baucau, apelou hoje "à autoridade competente" que faça uma "séria investigação aos últimos acontecimentos" que resulte na "responsabilização dos criminosos por via judicial".
O apelo surge num comunicado enviado à Agência Lusa, resultante de uma reunião extraordinária dos bispos D. Alberto Ricardo da Silva (Díli) e D. Basílio do Nascimento (Baucau).
Depois de "rejeitar peremptoriamente toda a violência ocorrida nos últimos dias, quer da parte militar quer da civil, lamentando as mortes e todos os prejuízos causados", a hierarquia católica timorense pede a criação urgente de "condições de estabilidade e confiança para que a população aterrorizada volte à sua vida normal".
A necessidade do Estado encontrar uma "solução justa" para os problemas suscitados pelos militares contestatários e a "criação urgente de mecanismos de assistência humanitária" pelo Governo, completam o comunicado da Igreja Católica.
Na sequência do clima de ansiedade que perpassa em Díli, viaturas de som da Polícia Nacional de Timor-Leste têm efectuado passagens por vários bairros da capital, apelando à população que não ceda aos abundantes rumores que circulam, assegurando que as forças de segurança continuarão a garantir a ordem pública.
Esta situação mereceu hoje a atenção do Presidente Xanana Gusmão, que em mensagem à nação, apelou à calma e ao regresso a casa dos que ainda se encontram nas montanhas ou recolhidos nas instituições religiosas.
Xanana Gusmão salientou ter recebido informações do primeiro- ministro Mari Alkatiri, com quem reuniu duas vezes nos últimos dias de que a situação está sob controlo das autoridades, e que solicitou ao chefe do Governo assegurar tão rápido quanto possível o progressivo regresso aos quartéis das unidades da polícias e das forças armadas, porquanto, justificou, "as pessoas ficam assustadas quando vêm a polícia e os militares com armas".
O Presidente apelou ainda aos jovens e aos militares contestatários, em fuga depois dos confrontos violentos de sexta-feira e sábado, que regressem às zonas de origem, onde se deverão apresentar à polícia ou ao chefe da aldeia respectiva.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros também distribuiu hoje um comunicado de imprensa, em que informa terem sido detidas até agora um total 101 pessoas, 13 das quais são militares contestatários.
Os confrontos violentos de sexta-feira sucederam-se a uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários, que exigiam, entre outras coisas, a anulação da desvinculação das forças armadas, anunciada pelo brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Os confrontos, iniciados no Palácio do Governo, provocaram o apedrejamento do Palácio do Governo, onde foram queimadas quatro viaturas e duas motocicletas, foram marcados pela destruição do mercado de Taibessi e de 100 casas e lojas em Taci Tolo, na parte ocidental de Díli.
Oficialmente o número de mortos resultante da violência foi de cinco e o de feridos foi de 35.
O porta-voz dos militares contestatários, tenente Gastão Salsinha, entrevistado segunda-feira telefonicamente pela Lusa, disse ter informações que mais de 60 pessoas teriam morrido nos confrontos.
No comunicado distribuído pelo MNE, refere-se que o agente da polícia que foi gravemente ferido à catanada, sexta-feira à tarde, pelos manifestantes, foi hoje evacuado para Darwin, norte da Austrália.

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