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Entrevista
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Austrália aconselha cidadãos a sair e disponibiliza tropas
- 5-May-2006 - 15:19
O ministério dos Negócios Estrangeiros australiano aconselhou hoje os seus cidadãos em Timor- Leste a deixarem o país dado "elevado nível de tensão", e o primeiro- ministro disponibilizou o envio de tropas caso haja um pedido nesse sentido das autoridades timorenses.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Austrália aconselha os seus cidadãos que ainda se encontram em Timor- Leste a que considerem a necessidade de deixar o país, referindo nomeadamente o "elevado nível de tensão e de potenciais actos de violência com motivação política".
Aos que insistirem em ficar, Camberra aconselha que não efectuem viagens para fora de Díli, designadamente Aileu, a cerca de 40 quilómetros da capital timorense.
Enquanto isso, numa entrevista à rádio da Cruz Vermelha, o primeiro-ministro australiano, John Howard, manifestou-se disponível para enviar tropas para ajudar as autoridades timorenses "caso tal pedido lhe seja formulado pelo governo de Díli".
"Certamente que espero que essa possibilidade não seja necessária. Espero que eles (o governo timorense) consigam resolver os assuntos internos", disse Howard.
"A situação tornou-se difícil nos últimos dias e espero que estabilize", acrescentou.
Na sexta-feira e sábado, confrontos na capital entre manifestantes e forças de segurança resultaram, segundo números oficiais, em cinco mortos e mais de 80 feridos.
A actualização do alerta australiano foi distribuída 24 horas depois da divulgação de outros dois alertas, um do Departamento de Estado norte-americano, emitido em Washington, e outro, da diplomacia neozelandesa, divulgado em Auckland.
O Departamento de Estado norte-americano pediu ao seu pessoal diplomático não essencial e respectivas famílias residentes em Timor- Leste para deixarem o país, onde confrontos violentos se registaram na capital, Díli, no passado dia 28 de Abril.
Joseph Rees, embaixador norte-americano em Timor-Leste, "recebeu informações credíveis sobre potenciais actos de violência de origem comunitária ou política", pelo que as autoridades autorizaram "a partida do pessoal não essencial e suas famílias", indica o Departamento de Estado num comunicado.
O ministério dos Negócios Estrangeiros neozelandês aconselha, por seu lado, os seus cidadãos a adiarem "deslocações não urgentes" para Timor-Leste e, aos que se encontram em Timor-Leste, Auckland aconselha a que deixem o país.
Embora não se registem actos de violência desde sábado, mais de 70 por cento da população residente em Díli abandonou a capital nos últimos dias, sobretudo nas últimas 48 horas, disse hoje fonte das Nações Unidas à Lusa em Díli.
Na quinta-feira de manhã eram visíveis centenas de viaturas de todo o tipo concentradas junto a estações de serviço e supermercados, lotadas e carregadas de bens alimentares e móveis.
Hoje, voltaram a ver-se alguns camiões carregados, aparentemente preparados para sair de Díli.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o gabinete do primeiro- ministro confirma que algumas pessoas decidiram hoje partir para o interior do país, "mas nada que se compare com o caudal de ontem (quinta-feira), quando milhares de pessoas abandonaram Díli, em pânico, com receio que se cumprissem os rumores que apontavam para um alegado ataque à cidade".
Nos últimos dias, receando actos de violência, milhares de timorenses têm pernoitado em instituições religiosas, escolas ou na missão da ONU, onde na quinta-feira passaram a noite cerca de 12 mil pessoas, que entretanto regressaram a suas casas.
A comunidade portuguesa, que totaliza cerca de 400 pessoas, na sua maioria na capital, continua a observar os conselhos oportunamente feitos pela Embaixada de Portugal, no sentido de evitarem deslocações nocturnas, mantendo-se em casa. Até ao momento não há registo de qualquer tipo de incidente envolvendo cidadãos portugueses.
A situação de tensão que se vive em Díli teve início no passado dia 28, quando uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários degenerou em violência, que se estendeu a partir do Palácio do Governo a bairros dos subúrbios ocidentais da cidade, provocando oficialmente cinco mortos e mais de 80 feridos.

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