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  Cabo Verde
Países lusófonos dizem
não à guerra ao Iraque

- 21-Mar-2003 - 9:35


De uma forma geral todos sabem que numa guerra ninguém ganha... todos perdem


A maioria dos portugueses está contra a guerra no Iraque e critica o apoio do seu governo ao ataque dos aliados, conclui uma sondagem Público/Antena 1/RTP, que revela ainda o medo sobre um eventual ataque terrorista. Igual sentimento é o da generalidade dos países lusófonos que, muitos por experiência própria, sentem que numa guerra ninguém ganha. Ou seja, que numa estratégia de olho por olho, dente por dente, acabaremos todos cegos e desdentados.


Quarenta e seis por cento dos portugueses inquiridos manifesta-se contra a intervenção armada, mesmo com autorização da ONU, enquanto 38% faz depender o seu acordo do consenso das Nações Unidas.

Para 45% dos portugueses, o ideal teria sido continuar as inspecções da ONU ao armamento iraquiano, embora 17% acredite que a única solução possível era invadir o Iraque e derrubar Saddam Hussein.

A esmagadora maioria (80%) gostaria de ver o ditador iraquiano afastado do poder, até porque 73% pensa que o Iraque nunca cumpriu as resoluções das Nações Unidas que obrigavam ao seu desarmamento.

A posição de Portugal é muito criticada pelos inquiridos, com 30% considera que a actuação do Executivo de Durão Barroso "má" e 18% classifica-a de "muito má".

No pólo oposto, 30% diz que a actuação governativa não foi "nem boa, nem má", enquanto 14% considera-a "boa" e quatro por cento "muito boa".

Mais benevolente é a opinião sobre a conduta do Presidente da República, Jorge Sampaio: para 35% foi "boa", enquanto 38% opta por um "nem boa, nem má".

A utilização da Base das Lajes, nos Açores, para a cimeira de preparação da guerra foi, segundo a sondagem, má para Portugal (50%) e 65% acredita mesmo que a posição do governo pode provocar um atentado terrorista em Portugal.


Em Cabo Verde a guerra não passa ao lado


Os mísseis são disparados a milhares de quilómetros de distância, as zonas de impacto também ficam muito longe, mas a guerra no Iraque não passa ao lado da população de Cabo Verde.

Na Cidade da Praia, os primeiros ataques norte-americanos contra Bagdad foram comentados em toda a parte, e as apreciações evidenciavam um conhecimento exacto do que se está a passar no teatro das operações.

Os meios militares em presença, as tácticas de avanço, a abertura de parte do espaço aéreo da Turquia aos aviões norte-americanos e britânicos, as tempestades de areia e a possibilidade de utilização de armas químicas e biológicas pelo exército iraquiano, nada escapa a uma população bem informada sobre a "segunda guerra do Golfo".

Pela análise dos comentários ouvidos ninguém tem dúvidas quanto ao desfecho militar do conflito, face à disparidade do poderio militar em presença.

Na Praça 12 de Setembro, na Cidade da Praia, um grupo de reformados conversava. Como todas as manhãs, encontram-se para trocar impressões sobre os mais diversos assuntos, que vão da política nacional ao futebol, passando por outras questões do dia a dia.

Mas agora a conversa variou, e os temas habituais deram lugar a comentários sobre a guerra. Falam de Saddam e de Bush como se de conhecidos se tratassem e referiam-se ao Iraque e à região do Golfo com tal familiaridade, como se alguma vez lá tivessem estado.

Mas é o poderio militar de norte-americanos e britânicos que impressiona, pelo que, na opinião de Aldino Monteiro, o desfecho da guerra "só poderá ser a derrota de Saddam e a ocupação do Iraque". É que, acrescentou, recorrendo a um ditado popular, "garrafa não briga com pedra".

Quanto às motivações da guerra e às razões das partes em contenda, ninguém já as analisa, e todos, a exemplo de Francisco Carvalho, antigo emigrante na Holanda, preferem deixar falar mais alto o coração, dizendo que "nunca na vida" conheceu um iraquiano.

A regra da aproximação e os laços tecidos pela emigração cabo-verdiana pelo Mundo ocidental vêm ao de cima mostrando que, iniciada a guerra, já não há lugar para considerações morais, e que, entre Saddam Hussein e os norte-americanos, a simpatia vai para estes últimos.

Muitos cabo-verdianos viram o início da guerra em directo pela televisão. Aqueles que têm antenas parabólicas optaram por canais supostamente melhor informados como a CNN, a BBC ou a brasileira Globo.

Outros sintonizaram a RTP-África, e foram os primeiros a ouvir os estrondos das bombas.

Em simultâneo com a Antena 1 (rádio), a RTP-África transmitiu com alguns minutos de avanço face à concorrência estrangeira televisiva o barulho das explosões e as imagens, embora muito turvas, da cidade de Bagdad sob fogo norte-americano.

Também o trabalho de maquilhagem de George W. Bush foi visto em directo, pouco minutos antes da sua comunicação aos norte-americanos e ao Mundo, tendo sido comentado com alguma picardia na Cidade da Praia.

Mas para lá deste "fait-divers", sente-se alguma preocupação, embora sem alarmismos, entre os cabo-verdianos. A vulnerabilidade económica do arquipélago e a possibilidade de rotura dos abastecimentos são comentadas, mas ninguém tem cuidados em relação à segurança.

"Não somos parte no conflito, não temos interesses económicos que possam constituir alvos de ataques terroristas e nunca fizemos mal a ninguém". Foi desta forma que Osvaldo Medina, funcionário público, justificou a sua descontracção em relação a eventuais perigos.

Resta saber se, nos próximos tempos, um eventual prolongamento excessivo do conflito no Iraque não terá outras consequências para a vida dos cabo-verdianos.

Estes estão atentos e vão-se mantendo informados sobre a guerra através dos meios modernos que a globalização veio colocar à disposição de todos.

De olhos abertos ao que se passa na sua própria casa, os cabo-verdianos sabem que vivem numa aldeia, embora global, e que o que se passa nas casas ricas que estão ao lado pode afectá-los de maneira efectiva.


São-tomenses preocupados com as consequências


O governo de São Tomé e Príncipe manifestou-se preocupado com a influência que a guerra no Iraque poderá ter no processo de exploração de petróleo ao largo do arquipélago.

"Esta guerra poderá vir a aumentar o risco de investimento nas águas profundas, como é o caso da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe", afirmou o ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais são-tomense, Joaquim Rafael Branco.

Duas empresas norte-americanas, a "Exxon Mobil" e a "ERHC - Environmental Remediation Holding Corporation", estão envolvidas desde 1997 no projecto de exploração de crude em São Tomé e Príncipe, além da norueguesa Petroleum Geo-Service (PGS).

Rafael Branco admitiu que a guerra no Iraque poderá influenciar o interesse de algumas empresas petrolíferas, sobretudo as norte-americanas, na exploração do petróleo de São Tomé e Príncipe.

"Este conflito não atrapalha as negociações petrolíferas (...) mas influenciará a posição de diversos actores que operam na nossa zona económica exclusiva", disse o ministro são-tomense.

São Tomé e Príncipe e Nigéria assinaram em Fevereiro de 2001 um Tratado de Exploração Conjunta de Petróleo na zona marítima de sobreposição, nos termos do qual os são-tomenses recebem 40 por cento e os nigerianos 60 por cento das receitas decorrentes das extracções.

Em meados de Novembro de 2002, a Nigéria suspendeu unilateralmente as negociações com as autoridades são-tomenses, congelando o processo que visava a concretização do programa de venda de blocos petrolíferos naquela área.

O bloqueio para a aplicação do acordo respeitava ao bloco 246, então entregue à gestão exclusiva da Nigéria e situado na zona de comum entre os dois países, devendo São Tomé e Príncipe receber como contrapartida dez mil barris de petróleo por dia, uma refinaria, um porto de águas profundas e a concessão de bolsas de estudo.

As autoridades são-tomenses e nigerianas ultrapassaram em Fevereiro passado o impasse relativo ao bloco 246, optando pela sua venda por leilão.

Ainda no âmbito deste processo, as duas partes decidiram anular o "Memorando de Entendimento" anterior e concordaram em explorar em conjunto 10 por cento deste bloco.

Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA


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