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Entrevista
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«GNR só irá integrada numa força da ONU e não é para já»
- 10-May-2006 - 14:03
O envio de elementos da GNR para Timor- Leste será sempre no âmbito de uma força das Nações Unidas e só será decidido depois de confirmado o prolongamento da UNOTIL, assegurou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
"Aceitámos enviar elementos da GNR, mas quaisquer decisões só serão tomadas depois de o Conselho de Segurança da ONU confirmar o prolongamento da missão da ONU no território por mais um mês", disse António Carneiro Jacinto, contrariando notícias de alguns 'media' portugueses que dão como certa a partida em breve de uma força da GNR para Díli.
Durante esse mês de prolongamento da missão, explicou o porta- voz, "serão avaliadas as necessidades de segurança" de Timor-Leste para decidir se Portugal vai enviar "dois, dez ou vinte elementos da GNR".
Mas, a fazê-lo, frisou Carneiro Jacinto, será "sempre no quadro de uma força da ONU", até porque "não há verba" para enviar uma companhia.
O porta-voz explicou também que o eventual envio de GNR para Timor-Leste se segue a um pedido, "feito já algum tempo", pelo ministro dos Negócios estrangeiros timorense, José Ramos Horta, e "não tem nada a ver" com a crise política que o território atravessa.
O Conselho de Segurança da ONU debate sexta-feira em Nova Iorque uma proposta norte-americana, apoiada pelo governo timorense, de prorrogar por mais 30 dias o mandato da actual missão da ONU em Timor-Leste, que termina a 19 de Maio, segundo disse hoje fonte diplomática à Lusa em Díli.
"Existe um relatório do secretário-geral Kofi Anann sobre o mínimo [de efectivos internacionais] recomendado, mas dado os últimos acontecimentos, provavelmente vai haver uma missão um pouco mais robusta", disse Ramos Horta quando, segunda-feira, regressou a Díli depois de intervir na reunião do Conselho de Segurança de sexta-feira passada.
O formato da futura missão, designadamente a incorporação de uma "força policial internacional robusta", como afirmou Ramos Horta perante o Conselho de Segurança, apenas será definido durante os 30 dias de prorrogação da actual missão, a UNOTIL.
Nas últimas semanas, designadamente a partir dos confrontos violentos de 28 e 29 de Abril, Timor-Leste vive uma situação de instabilidade que originou nomeadamente uma fuga maciça da população da capital para o interior, devido ao receio de ataques armados.
Segundo uma estimativa da ONU, mais 70 por cento da população (cerca de 90.000 pessoas) de Díli fugiu da capital depois dos incidentes de 28 e 29 de Abril.
Numa entrevista ao jornal Público, Ramos Horta contesta estes números, afirmando que "o Ministério do Trabalho e Reinserção Social, que está a fornecer ajuda imediata às pessoas, estima que sejam 30 a 40 por cento".
Na entrevista, Ramos Horta minimiza a crise que o país atravessa e atribui o êxodo da população a "rumores que os jornalistas e até o corpo diplomático ecoaram, multiplicando e provocando esses efeitos".
O ministro timorense contesta igualmente o número de militares contestatários que abandonaram os quartéis, estimado em cerca de 600, afirmando que essas informações são "um chorrilho de asneiras".
"Desde o início da crise, boa parte deles, talvez metade, já tinha regressado às suas terras. No auge, não houve mais do que uns 300. O tenente Salsinha (porta-voz dos militares contestatários) está com cinco a sete elementos", disse.
Ramos Horta questiona também "a interpretação" da crise como uma tentativa de golpe avançada terça-feira pelo primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, e rejeita quer o envolvimento de interesses estrangeiros quer a hipótese de se tratar de uma guerra étnica, entre as populações do leste e do oeste de Timor.
O ministro atribui a responsabilidade da crise ao governo timorense: "O Governo foi alertado há uns três anos para problemas graves nas Forças Armadas. O Governo terá que ser ouvido e dizer que falhámos quando não o enfrentámos antecipadamente", disse.

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