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Entrevista
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«Foi uma má experiência para todos. O pior já passou», diz Alkatiri
- 14-May-2006 - 12:13
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, afirmou hoje que "o pior já passou", manifestando-se confiante no fim da a crise político-militar no país, numa altura em que a população regressa regularmente às suas residências.
"O pior já passou. Penso que foi uma má experiência para todos. Para aqueles que fizerem as manifestações, que depois não conseguiram controlar, para nós que acreditámos que tudo seria pacífico. Portanto foi uma má experiência", sintetizou Mari Alkatiri.
A entrevista é feita no intervalo dos trabalhos da reunião do Comité Central que antecede o II Congresso da FRETILIN, partido de que é secretário-geral.
"Sempre disse que esta governação é uma aprendizagem permanente. E estamos a aprender", salientou.
Mari Alkatiri reconheceu, todavia, que houve excesso de confiança.
"Quando se começa a dizer que houve um erro do governo, não é questão de ter errado ou não ter errado. A questão, realmente, é querer confiar e ter confiança nas pessoas e às vezes confiamos demais", frisou, sem entrar em pormenores.
Mas o mais importante para o primeiro-ministro é o clima de normalidade que se vive em Díli, correspondido pelas instituições e órgãos de soberania.
Os exemplos que deu, do seu governo e do parlamento, ilustram a convicção de que a rotina governativa e legislativa se mantém.
O parlamento timorense, que nunca interrompeu os trabalhos durante a presente crise político-militar, inicia segunda-feira o processo de debate das duas propostas de lei aprovadas no passado dia 27 de Abril em conselho de ministros, e que contemplam as leis eleitorais para o Parlamento e para a Presidência da República.
Os dois diplomas foram trabalhados a partir de ante-projectos elaborados por juristas portugueses.
Mari Alkatiri anunciou ainda que segunda-feira será enviado ao Parlamento a proposta de lei do Orçamento de Estado, aprovada dia 12 e que tem o valor global de 240 milhões de dólares (186 milhões de euros).
"São exemplos de normalidade na actividade governativa e legislativa. Estamos a trabalhar num clima de normalidade", salientou.
O primeiro-ministro destacou ainda o progressivo regresso das populações às suas áreas de residência.
Fonte das Nações Unidas disse hoje à Lusa que o número de pessoas deslocadas, concentradas em cerca de 100 locais, entre instituições ligadas à igreja Católica, quartéis e escolas, é agora de 35 mil.
A actividade comercial foi também realçada pelo primeiro- ministro, que deu como exemplo o que se passa no mercado de Comoro, ao lado da sede da FRETILN - onde decorre a reunião do Comité Central:
"Basta ir aqui ao lado, ao mercado, e está tudo cheio de pessoas".
A reunião de dois dias do Comité Central, iniciada sábado, está relacionada com a realização do II Congresso da FRETILIN, onde a liderança de Mari Alkatiri irá ser disputada por uma ala congregada em torno de José Luís Guterres, actual embaixador de Timor-Leste nos Estados Unidos e chefe da missão diplomática na ONU.
Quanto às suas perspectivas, Mari Alkatiri disse à Lusa que se sente "confortável" e "sem problemas".
"Estou confortável. Não tenho problemas nenhuns. Realmente tenho vindo a fazer tudo dentro da normalidade e quando chegarmos ao Congresso logo veremos", disse.
Perante o pior cenário para si, ou seja, se não for reeleito secretário-geral, Mari Alkatiri é claro: "Significa que perdi a legitimidade e não posso ter a veleidade de continuar".
Se perder a liderança do partido, Mari Alkatiri perde também a legitimidade para continuar a chefiar o governo.
A alternativa é, se não se recandidatar ao cargo, cumprir o mandato, a pedido do partido.
"Se não me recandidatar posso aceitar que o partido diga para continuar por mais um ano, até acabar o mandato. Agora, se me candidatar e não for reconduzido (como secretário-geral), significa que perdi a legitimidade e não posso ter a veleidade de continuar", assegurou.
O II Congresso Nacional da FRETILIN realiza-se em Díli nos próximos dias 17, 18 e 19.
O partido detém uma confortável maioria no parlamento, devido aos 57,37 por cento alcançados nas eleições gerais de 2001.
As próximas eleições legislativas estão previstas para 2007.

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