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Entrevista
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Africanos preferem democracia e são contra presidentes vitalícios
- 24-May-2006 - 14:01
Os africanos preferem a democracia a qualquer outro regime e opõem-se a alterações constitucionais para que presidentes prorroguem os mandatos, segundo um inquérito do Afrobarómetro, um organismo independente de investigação.
Os resultados do inquérito, que decorreu entre 1999 e 2006, em 18 países, incluindo Moçambique e Cabo Verde, foram hoje divulgados simultaneamente no Gana e na África do Sul, no âmbito das comemorações do Dia de África, que se assinala na quinta-feira.
"Mais de 90 por cento dos africanos rejeitam a autocracia, em geral, e a perpétua dependência em particular", conclui o estudo do Afrobarómetro, realizado em parceria com o Instituto para a Democracia na África do Sul (IDASA), o Centro para o Desenvolvimento Democrático do Gana (CDD-Gana), e a Universidade do Estado do Michigan (MSU), nos Estados Unidos.
Nos últimos oito anos, registaram-se nos 18 países analisados quatro tentativas de alterações constitucionais para permitir a prorrogação de mandatos presidenciais, mas apenas na Namíbia tiveram sucesso.
Na Zâmbia (2001), Malaui (2002) e Nigéria (2005) as tentativas fracassaram e, segundo o estudo, a opinião pública desses países mantém uma rejeição "extremamente elevada da autocracia".
Pelo contrário, na Namíbia, onde o então presidente Sam Nujoma pôde concorrer a um terceiro mandato consecutivo, após a alteração da Constituição que só previa dois, "os namíbianos exprimiram o nível mais baixo da rejeição de formas não democráticas de governo".
"Entre as três formas de regra autocrática - regime autoritário, regime militar e regime unipartidário - a governação por um só homem é o regime mais rejeitado, cujos valores aumentaram significativamente de 68 por cento, em 1999, para 78 por cento, em 2005", refere o estudo.
O mesmo inquérito assinala a preferência pelo regime democrático a qualquer outro mas regista uma diminuição nessa opção de 69 por cento, em 2000, para 61 por cento, em 2005.
Também as expectativas dos africanos face à democracia têm vindo a diminuir e apenas 45 por cento estão contentes "com os resultados e o caminho da democracia nos seus países", de acordo com as conclusões do inquérito.
"Um dos resultados cruciais do estudo é o facto dos africanos considerarem que a democracia é real, vale a pena apesar da sua complexidade", conclui o Afrobarómetro.
Em 2005, 56 por cento dos entrevistados consideraram que "o actual regime de governo eleito precisa de mais tempo para gerir os problemas herdados do passado".
Os 18 países que estão na mira do Afrobarómetro são: Cabo Verde, Senegal, Gana, Nigéria, Benim e Mali (África Ocidental); Quénia, Uganda e Tanzânia (África Oriental) e África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malaui, Madagáscar, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué (África Austral).
O Afrobarómetro é apoiado financeiramente, entre outras instituições, pela Agência Internacional de Desenvolvimento da Suécia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Holanda, a Agência Norte- Americana para o Desenvolvimento Internacional, o Banco Mundial, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca.

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