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Quem vier a seguir pode fechar a porta
- 26-May-2006 - 17:20
Australianos tomaram conta de Timor-Leste e perante o silêncio de Xanana fala a sua mulher... a australiana Kirsty Sword
O primeiro-ministro australiano, John Howard, apontou hoje a existência "um problema significativo de governação" em Timor-Leste, afirmando que os confrontos dos últimos dias são "uma lição" para os responsáveis eleitos. "Há um problema significativo de governação em Timor-Leste", disse Howard em declarações à rádio australiana ABC. Pelo que se vê, já são outros, eventualmente os novos colonizadores, a falar pelos timorenses (mais notícias na secção Timor-Leste).
"Não vale a pena andarmos a enganar-nos. O país não tem sido bem governado e espero que a experiência, para os que estão em cargos eleitos, de terem a necessidade de pedir ajuda do exterior, induza o comportamento apropriado no país", prosseguiu.
O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, garantiu hoje a unidade do governo e voltou a insistir nas suas competências em matéria de segurança, repetindo a tese de que há uma "coordenação" entre o governo e a Presidência da República na gestão da crise.
A tese de Alkatiri contradiz claramente fontes próximas de Xanana Gusmã.
Mais explícita foi a mulher de Xanana Gusmão, numa altura em que o presidente continua incontactável na sua residência familiar.
A australiana Kirsty Sword garante que Xanana Gusmão sente que o governo de Mari Alkatiri é "claramente incapaz de controlar a situação". Por isso assumiu o controlo da segurança e a coordenação com as forças internacionais em Timor-Leste, afirmou a mulher do presidente timorense em entrevista à rádio australi ana ABC.
"Penso que Xanana sente que, claramente, o governo é incapaz de control ar a situação. Não é claro quem é que está a comandar as forças armadas, que par ecem estar agora a alvejar as famílias de agentes da polícia em Díli", disse Kirsty Sword à ABC.
"Depois do grave surto de violência de ontem (...), Xanana deixou bem claro que assumiu o comando das forças internacionais que chegaram ontem (quinta-feira). E pudemos reunir-nos com o general Ken Gillespie e com representantes do governo australiano e do governo neozelandês", acrescentou.
Nesse encontro, segundo a mulher do presidente timorense, Xanana Gusmão "fez-lhes um ponto da situação, falou de que como ficou chocado com o fracasso do governo em resolver as causas subjacentes da agitação das últimas semanas e d eixou bem claro que assumiu o controlo das forças de defesa".
Sobre a posição do primeiro-ministro timorense, Mário Alkatiri, que se recusa a reconhecer a autoridade exclusiva de Xanana Gusmão sobre as forças de segurança, Kirsty Sword levantou mesmo a hipótese de alterações ao nível da governação: "Penso que vamos assistir a mudanças significativas. Acho que o governo p erdeu a confiança da população".
Nas declarações, Mari Alkatiri contradisse ainda a alega da autonomia e autoridade das tropas australianas no terreno, declarando que a s egurança de Timor-Leste é da responsabilidade do governo e que as forças timoren ses actuam em "coordenação" com as internacionais, no âmbito das "regras de actuação" definidas nos acordos assinados, disse o primeiro-ministro.
"A segurança interna é da responsabilidade do governo. Neste momento te mos forças internacionais a ajudarem na segurança interna", referiu.
"O comando das forças internacionais não está nas mãos nem do governo n em de nenhuma instituição timorense, mas há coordenação entre o comando das forç as institucionais e das F-FDTL e coordenação política feita pelo governo", sublinhou Alkatiri.
A posição de Mari Alkatiri sobre o papel das F-FDTL contradiz ainda a do ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos-Horta, que hoje afirmou a uma rádio neozelandesa que as forças australianas tomariam posição nos principais locais da cidade, confinando os militares rebeldes, e os soldados das forças governamentais aos quartéis de Baucau e Metinaro.
"As forças armadas timorenses concordaram em retirar completamente da cidade, para a zona leste da capital, onde está o seu quartel", referiu Ramos Horta.
"Quaisquer outros elementos armados serão conduzidos para acantonamentos controlados pela força australiana", concluiu.
Entretanto, o responsável da Força Aérea australiana, Angus Houston, disse hoje que o governo timorense ordenou os soldados da F-FDTL que regressassem aos quartéis, entregando a responsabilidade da segurança aos australianos e ordenando os rebeldes a entregarem as armas.
Se alguém atacar soldados australianos, estes responderão. "Usaremos força letal apenas quando for absolutamente necessário fazer isso", disse.
Os últimos dados indicam que já estão no terreno mais de 650 soldados australianos. Os restantes elementos da força de 1.300 são esperados até ao final de sábado.
Estas posições contraditórias sugerem que no primeiro dia de operações das tropas australianas em Timor-Leste permanece alguma confusão quanto ao seu mandato, sobre as responsabilidades de comando da operação e sobre o eventual pap el que as F-FDTL e as restantes estruturas de segurança timorenses terão no terreno.
Foto: Manuel Almeida/Lusa

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