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  Entrevista
Ministros Interior e Defesa demitem-se, Xanana pede unidade
- 1-Jun-2006 - 17:57


A demissão dos ministros do Interior e da Defesa de Timor-Leste permitiu hoje ultrapassar o impasse político entre Presidência e Governo, mas foi considerada insuficiente pelos militares na origem da crise, que continuam a exigir a demissão do primeiro-ministro.


No terreno, a situação foi hoje caracterizada pelo chefe da missão da ONU como "estabilizada, mas frágil", havendo registo de mais casas incendiadas em Díli e, à noite, de um incidente envolvendo elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE), obrigados a disparar para o ar para dispersar um grupo de desconhecidos que os apedrejaram.

Também hoje, o Presidente da República, Xanana Gusmão, lançou um apelo à unidade nacional, à restauração da paz e ao fim das divisões étnicas, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, enviou uma mensagem ao povo timorense pedindo também unidade e apelando aos dirigentes políticos e à comunidade internacional para que assumam os erros e trabalhem pelo futuro.

A demissão dos dois ministros - Rogério Lobato e Roque Rodrigues - foi decidida durante uma reunião extraordinária do Conselho de ministros e anunciada por Mari Alkatiri, dois dias depois de ter sido pedida por Xanana Gusmão e de ter estado na origem do adiamento de uma reunião do Conselho Superior de Defesa e Segurança (CSDS), que vai finalmente reunir-se sexta-feira, depois da posse dos novos ministros.

Numa comunicação ao país, Mari Alkatiri informou ter proposto José Ramos Horta para a pasta da Defesa, que acumula com os Negócios Estrangeiros, e Alcino Baris, actual vice-ministro do Interior, para o cargo de Rogério Lobato.

A Agência Lusa contactou o agora ex-ministro do Interior, que assumiu a responsabilidade política pela situação da instabilidade em geral, "mas sobretudo" pelos incidentes de 25 de Maio, em que dez polícias morreram e 27 ficaram feridos depois de efectivos do exército dispararem contra eles.

Para Rogério Lobato, a responsabilidade política é sua, mas "este incidente não teria acontecido se o comandante-geral (o superintendente Paulo Martins) estivesse aqui (no seu posto) e em coordenação com o comando das forças de defesa".

O seu sucessor, Alcino Baris, disse por seu lado à Lusa que uma das suas primeiras preocupações vai ser "reorganizar a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL)", para o que disse contar com cerca de 200 efectivos que estão no quartel-general, em Díli.

Alcino Baris disse também que conta com a GNR portuguesa para garantir a estabilidade e manter a ordem em Díli.

A clarificação do comando operacional da força portuguesa, que parte sexta-feira para Díli, levou hoje os governos de Portugal e de Timor-Leste a assinarem uma adenda ao acordo que enquadra o envio da missão estabelecendo que este "em nada está ou pode vir a ser alterado ou condicionado por quaisquer outros acordos celebrados entre Timor- Leste e países terceiros".

Segundo o jornal Público, a missão da GNR "esteve prestes a ser cancelada" porque um acordo assinado por Ramos Horta dava o comando operacional da GNR às forças australianas.

A adenda estabelece que a força da GNR terá comando próprio, dependendo do Presidente e do primeiro-ministro timorenses, segundo o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros português.

Na comunicação que fez ao país, Mari Alkatiri reiterou que não tenciona demitir-se, afirmando ter registado as mensagens dos que o querem ver fora do governo, mas também as dos que o querem no cargo, às quais disse que responde "ficando em silêncio e firme, para poder governar a nação".

Alfredo Reinado, o major que assumiu a liderança de "todas as forças militares nas montanhas", reagiu a este desenvolvimento afirmando que a substituição dos dois ministros "não altera nada" e reiterando a exigência da demissão de Alkatiri.

"Não é necessário mudar os ministros, podem lá pôr os anjos ou o diabo. Não é isso que vai resolver o que aconteceu no dia 28 de Abril", disse Reinado, referindo-se à intervenção das forças armadas após uma manifestação de militares afastados do exército, na origem da deserção do seu grupo, que segundo os revoltosos acabou com a morte de 60 pessoas e, segundo o governo, de cinco.

A recusa de Reinado não preocupa o comandante das forças australianas no terreno, o brigadeiro Mick Slater, que numa entrevista à rádio ABC disse hoje estar "satisfeito com a cooperação" prestada pelo major e tencionar encontrar-se com ele na sexta-feira.

"Se ele (Reinado) está fazer ameaças de carácter político, isso é para eles (revoltosos e responsáveis timorenses) resolverem. (à) Ele está mais do que preparado para se sentar e negociar mas, neste momento, não representa qualquer ameaça à segurança", disse o responsável militar australiano.

Entre as primeiras declarações que fez após a nomeação, Ramos Horta afirmou à rádio TSF que vai manter Taur Matan Ruak no comando das Forças Armadas, por ser um general "com grande sentido de Estado, de disciplina e obediência ao poder civil".

Matan Ruak foi contestado pelos quase 600 militares na origem desta crise, depois de ter ordenado a desmobilização dos desertores, que recusaram regressar aos quartéis por se sentirem alvo de discriminação por parte da hierarquia militar.


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