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  Cabo Verde
Diálogo entre Ialá e a oposição marcou debate sobre data das eleições
- 26-Mar-2003 - 19:25

A reunião de hoje entre o presidente da Guiné-Bissau e os partidos políticos, em que foi escolhida a data de 06 de Julho para as eleições legislativas antecipadas, foi marcada por um clima de conciliação e diálogo aberto.


O encontro, convocado pelo presidente Kumba Ialá, a que assistiram todos os partidos concorrentes às eleições e o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) na Guiné-Bissau, David Stephen, decorreu num ambiente de descontracção que contrastou com o clima de crispação evidenciado no debate político dos últimos meses no país.

Os representantes dos partidos ou de coligações concorrentes ao escrutínio de 06 de Julho foram unânimes em louvar a forma cordata como decorreu a reunião, considerando que o gesto do presidente da República, caso tivesse ocorrido há mais tempo, poderia ter contribuído para suavizar o ambiente político na Guiné-Bissau.

O encontro, inicialmente previsto para durar no máximo duas horas, prolongou-se por cinco, período durante o qual todos os participantes intervieram para comunicar a Kumba Ialá o ponto de vista dos seus partidos sobre a data das eleições, bem como a necessidade de garantir que o processo será justo, livre e transparente.

Para ilustrar a descontracção com que decorreu a reunião, foram amiúdes as vezes em que o presidente Kumba Ialá tranquilizou os intervenientes, garantindo a sua determinação em tudo fazer para que as eleições decorram como reclama a oposição.

Ialá afirmou que é de opinião, tal como exige a oposição, que os representantes dos partidos concorrentes às eleições têm que fazer parte do processo de recenseamento eleitoral, previsto para decorrer de 17 de Abril a 08 de Maio, para garantir a transparência do acto.

A questão do silenciamento da oposição nos órgãos de comunicação social públicos foi outro dos assuntos abordados na reunião.

A este respeito, Kumba Ialá prometeu que doravante as portas da Presidência da República estão abertas para receber as queixas de qualquer partido cujo acesso aos órgãos de comunicação do Estado - Rádio Difusão Nacional (RDN) ou Televisão Pública (TGB) - tenha sido proibido.

"Isso não pode ser em democracia. Todos têm os mesmos direitos para utilizar os órgãos de comunicação social do Estado", defendeu Kumba Ialá, contrariando assim uma ordem alegadamente dada pelo secretário de Estado da Informação, João Manuel Gomes, e que proibia a divulgação de notícias ou factos promovidos pelos partidos da oposição, tanto na RDN como na TGB.

Na recta final da reunião, quando já era ponto assente que a nova data das eleições será 06 de Julho, Kumba Ialá, dirigiu-se de forma solene aos partidos políticos, pedindo contenção nos discursos, sobretudo para o exterior do país, e comprometimento com o espírito que marcou o encontro de hoje.

Segundo o chefe de Estado guineense, é preciso mostrar à comunidade internacional que as forças políticas do país estão empenhadas em realizar eleições "quanto antes" e que só um discurso político "de tranquilidade e de reconciliação de todos" poderá dar tais garantias.

Em reacção ao encontro e às palavras de Kumba Ialá, ficou a esperança dos partidos da oposição de ver as promessas materializadas antes das eleições, em nome dos "superiores interesses" do país.

Faustino Imbali, presidente do Partido Manifesto do Povo, disse a Agência Lusa que confia "plenamente nas boas intenções" do chefe de Estado, mas que está "céptico (sobre) se de facto todas as condições prévias estarão reunidas antes de 06 de Julho".

O mesmo cepticismo foi manifestado por Joaquim Baldé, líder da coligação União Eleitoral e por Aristides Gomes, vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Tranquilidade e esperança de que a data de 06 de Julho não será alterada foram os sentimentos demonstrados por Jaozinho Viera Có, ministro dos Negócios Estrangeiros, ao garantir que "o governo está em contactos avançados" com a comunidade internacional para o desbloqueio dos 5 milhões de euros necessários para o financiamento do processo eleitoral.

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