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CPLP fecha-se em copas
quanto à guerra no Iraque

- 29-Mar-2003 - 9:15


Se quem não vive para servir não serve para viver, esta posição reforça a ideia de que esta organização, tal como está, já há muito deveria ter acabado


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) absteve-se de tomar uma posição sobre a guerra no Iraque, um conflito que tem motivado reacções diversas por parte do oito Estados da organização. "A CPLP não interfere em assuntos fora da sua jurisdição territorial", declarou o secretário-executivo da organização, o brasileiro João Augusto de Médicis (na foto). Em bom rigor, a CPLP (esta CPLP) nunca toma posições, seja qual for o assunto. Vai sempre a reboque e, mesmo assim, prefere os holofotes das futilidades, a ribalta dos encontros cor de rosa. É que para tomar decisões é preciso saber decidir. O que, convenhamos, não é o caso.


Por JORGE CASTRO (*)

Em contraste com a "não posição" da CPLP, Portugal e Angola figuram na lista dos 48 países que manifestaram publicamente o seu apoio à invasão do Iraque por uma força militar liderada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Mas se Lisboa, através do governo, definiu bem cedo que estaria ao lado da coligação e cedeu a utilização da base das Lajes, o nome de Portugal não foi incluído na primeira lista divulgada pelos Estados Unidos, uma omissão que Washington atribuiu a "um erro". Já a inclusão do nome de Angola na lista foi mais "acidentado": esteve lá, foi retirado sem explicações e voltou a aparecer numa versão corrigida.

Dos países lusófonos, o governo de Luanda foi o mais pressionado pelas diplomacias dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, em virtude de Angola integrar o Conselho de Segurança da ONU, como membro não-permanente.

Nos dias que antecederam o início da guerra, foram muitas as tentativas para "conquistar" o voto angolano no Conselho de Segurança, que acabou por não ser necessário, já que a intervenção militar no Iraque ocorreu sem que tivesse sido aprovada uma nova resolução.

Pressionadas para definirem a sua posição, as autoridades angolanas foram reafirmando o princípio de que o conflito deveria ser resolvido no seio do Conselho de Segurança.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores de Angola, João Bernardo de Miranda, acabaria por considerar inevitável uma intervenção armada no Iraque e começou mesmo a falar na preocupação de Luanda "com o que a comunidade internacional deve fazer depois da guerra".

Quando fez estas declarações, em 10 de Março, João Bernardo de Miranda tinha a seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Dominique de Villepin, que acabara de se reunir em Luanda com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, precisamente para tentar convencer Angola a não apoiar, na ONU, o uso da força contra Bagdade.

Quatro dias mais tarde, José Eduardo dos Santos, apesar de se manter favorável a uma solução pacífica do conflito no Iraque, admitiu o uso da força "em casos extremos, quando já não existem outros recursos susceptíveis de os resolver". A sucessão de acontecimentos viria a explicar o sentido das palavras do presidente angolano.

Em 17 de Março, um dia depois da Cimeira das Lajes, nos Açores, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Espanha retiravam a proposta de resolução que tinham apresentado no Conselho de Segurança, face à posição irredutível da França de vetar qualquer iniciativa da ONU que autorizasse uma intervenção militar no Iraque.

Nesse mesmo dia, o presidente dos EUA, George W. Bush, fazia um ultimato ao presidente iraquiano, Saddam Hussein, para que abandonasse o Iraque num prazo de 48 horas.

Na madrugada do dia 20, quando em Bagdade passavam poucos minutos das 05:30 horas locais, ouviam-se as primeiras explosões na capital iraquiana: era o início de uma guerra que, dias antes, e à semelhança do que pensavam outros governos, Luanda considerara inevitável.

Quanto aos restantes países lusófonos, o Brasil lamentou, através do seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o recurso à força sem autorização expressa da ONU.

Cabo Verde reiterou que preferia uma solução negociada, mas mostrou alguma compreensão pela via militar, com o primeiro- ministro José Maria Neves justificando que os países "devem assumir as suas obrigações internacionais, sob pena de a credibilidade e a autoridade da ONU poderem ser postas em causa".

Uma semana antes do início da guerra, o presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, opôs-se a uma intervenção militar no Iraque à revelia do Conselho de Segurança da ONU. Com a eclosão da guerra, o governo são-tomense manifestou- se preocupado com a influência que o conflito poderá ter no processo de exploração de petróleo ao largo do arquipélago, em que estão envolvidas empresas norte-americanas.

Ao longo da crise iraquiana, a Guiné-Bissau manteve uma posição de condenação do recurso à força militar e, dois dias depois do início da guerra, apelou para um cessar-fogo imediato.

Moçambique só se pronunciou esta semana sobre o conflito, com o primeiro-ministro Pascoal Mocumbi condenando a opção pela guerra e defendendo "umas Nações Unidas que garantam a paz e a estabilidade".

Timor Leste, o mais jovem membro da CPLP, fez-se ouvir a "três vozes" neste conflito. Ramos Horta, ministro dos Negócios Estrangeiros e prémio Nobel da Paz, surpreendeu muitos pacifistas em todo o mundo, ao criticar as manifestações contra os Estados Unidos.

Apesar de preferir que Washington tivesse dado "mais tempo aos inspectores da ONU", Ramos Horta foi claro quanto ao culpado da crise: "a responsabilidade desta situação é do Iraque".

O chefe do governo timorense, Marí Alkatiri, manifestou- se "consternado" com a guerra e também defendeu que "se devia ter dado à ONU mais tempo para continuar o seu trabalho".

O presidente Xanana Gusmão lamentou que se tivessem dado "por esgotadas as vias de solução pacífica" e apelou para que não se poupem esforços para "minimizar" o sofrimento do povo iraquiano.

Timor Leste "conheceu as consequências mais graves" da guerra, lembrou ainda Xanana Gusmão, num comunicado que difundiu a partir do Palácio das Cinzas, o edifício em ruínas onde trabalha o presidente de um dos países mais pobres do mundo.

(*) Com Lusa

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