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  Brasil
Petrobras soma e segue no petróleo angolano
- 31-Oct-2002 - 14:42

A Petrobras pretende ampliar a sua participação no desenvolvimento dos recursos petrolíferos em Angola, passando a actuar como companhia operadora, disse hoje à Agência Lusa o director-geral da empresa em Angola, Renato de Azevedo.

A Petrobras pretende ampliar a sua participação no desenvolvimento dos recursos petrolíferos em Angola, passando a actuar como companhia operadora, disse hoje à Agência Lusa o director-geral da empresa em Angola, Renato de Azevedo.

Segundo Renato de Azevedo, o projecto da holding brasileira, de constituir-se, através da Braspetro, numa unidade de negócios com importância crescente no país, torna-se mais sólida com a paz.

«Com a paz, estão criadas as condições para que Angola ingresse numa era de reconstrução nacional, favorecendo ainda mais o crescimento da indústria petrolífera», declarou o director-geral da Petrobras.

Renato de Azevedo salientou que a Braspetro, subsidiária da Petrobras em Angola, tem um papel importante no desenvolvimento do país e a empresa estatal de petróleo Sonangol «pode contar com a parceria da Petrobras na ampliação de suas actividades».

O director-geral da Petrobras referiu que a sua empresa «tem contribuído decisivamente no desenvolvimento científico e tecnológico da indústria angolana».

Em associação com outras companhias, foi responsável pela descoberta de petróleo no Bloco 2, localizado no Baixo Congo.

«Muito antes do offshore angolano tornar-se numa das áreas de maior actividade exploratória no mundo, a Petrobras já ali estava. Chegou em 1979, quando adquiriu 17,5 por cento de participação, na fase exploratória do Bloco 2», frisou.

A Extracção de petróleo no Bloco 2 iniciou-se há 22 anos, produzindo-se actualmente 54 mil barris por dia. A produção acumulada da jazida ascende a 342 milhões de barris.

«Além de estar no Bloco 2, a empresa investe numa participação de 15 por cento noutro bloco situado em águas profundas da costa angolana, obtido através de licitação internacional», esclareceu.

De acordo com dados adiantados por Renato Azevedo, os investimentos da empresa brasileira em Angola já atingiram um bilião de dólares, gerando para os cofres públicos angolanos, em pagamento de impostos e taxas, uma receita superior a 140 milhões de dólares.

Além disso, acrescentou, a empresa gasta anualmente 800 mil dólares em programas de apoio social neste país.

Renato Azevedo salientou ainda que a segurança e o ambiente «são partes indissociáveis dos negócios da Petrobras», garantindo que a empresa «monitoriza permanentemente as suas operações e possui equipas preparadas para actuar em situações de emergência».

A Petrobras está entre as 15 maiores companhias de petróleo do mundo. O seu capital pertence em 38,3 por cento a accionistas privados, 51,5 ao Governo brasileiro e o restante a diversas entidades de direito público.

Em 2001, a receita operacional líquida da empresa foi de 24,549 biliões de dólares, com um lucro líquido de 3,491 biliões de dólares.

Os investimentos somaram 4,254 biliões de dólares, dos quais 75 por cento foram aplicados em actividade de exploração e produção.

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