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  Entrevista
Embaixador Brasil junto da CPLP quer aprofundar diálogo com Portugal
- 13-Jul-2006 - 14:15


Lauro Moreira, recém nomeado embaixador do Brasil junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse hoje à Agência Lusa que uma de suas principais tarefas no novo posto será aprofundar o diálogo com Portugal no âmbito da organização.


Por Carla Mendes
da Agência Lusa

"Brasil e Portugal conversam pouco no contexto da CPLP, apesar de contribuírem de maneira decisiva para a comunidade. Precisamos dialogar mais para apresentar projectos maiores e mais fortes e, assim, melhor contribuir para o desenvolvimento dos demais países membros", afirmou.

Em entrevista à Lusa, o diplomata criticou a existência de propostas portuguesas na CPLP que representam uma "repetição de projectos brasileiros e vice-versa", adiantando tal situação é consequência da "falta de um contacto mais aprofundado".

O embaixador disse também acreditar que Portugal será uma voz cada vez mais forte da CPLP na União Europeia.

Lauro Moreira assume a Missão Permanente do Brasil na CPLP em meados de Agosto, depois da cimeira da CPLP, que decorre na próxima segunda-feira, em Bissau, cujos trabalhos acompanhará "in loco".

A chancelaria brasileira na CPLP terá uma sede própria no 10º piso do Tivoli Fórum, no centro de Lisboa.

A iniciativa do governo brasileiro de criar uma delegação permanente junto à CPLP deverá incentivar os outros países membros a seguir-lhe o exemplo, no sentido de aprofundar a cooperação no mundo lusófono e fortalecer a comunidade no âmbito internacional.

"Foi um passo pioneiro no Brasil, que teve uma óptima recepção por parte do Secretariado Executivo da CPLP", assinalou Lauro Moreira.

A criação do cargo coincide com o décimo maniversário da constituição da CPLP que, na opinião do embaixador, necessita de se tornar mais conhecida tanto dentro dos próprios países que a integramm - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal , São Tomé e Príncipe e Timor-Leste -, como internacionalmente.

"A CPLP fez muitas coisas nesses dez anos, embora pudesse ter feito mais. Tivemos grandes sucessos na concertação político- diplomática e na cooperação técnica, mas enfrentamos percalços na difusão e promoção da língua portuguesa", aludiu Lauro Moreira, referindo-se aos três objectivos básicos da CPLP.

Segundo o embaixador brasileiro, o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), criado em 1989 e considerado o berço da CPLP, "não arrancou".

O diplomata considera que a estrutura do IILP é pesada e que o instituto deveria tornar-se num verdadeiro Centro Cultural da Língua Portuguesa.

"É difícil defender a língua portuguesa em abstracto. É necessário promover cursos e concursos de literatura, fomentar publicações de obras, fazer com que o acordo ortográfico funcione e não desvincular a língua da cultura como um todo", defendeu.

Em relação à concertação político-diplomática, Lauro Moreira enfatizou a contribuição dada pela Comunidade para o aperfeiçoamento das instituições de países que enfrentaram crises políticas, como a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e, actualmente, Timor-Leste, para seguiu enviada uma missão da CPLP no início de Julho.

O embaixador elogiou também a cooperação técnica no âmbito multilateral nas mais diversas áreas, como saúde, educação, formação profissional, agricultura, telecomunicações e governo electrónico.

Como exemplos de sucesso, Lauro Moreira citou o centro de formação empresarial em Luanda, inaugurado em 2005, e o centro de excelência em administração pública de Moçambique, que deverá entrar em funcionamento até o final deste ano.

Questionado sobre a cimeira de Bissau, o diplomata informou que o objectivo da reunião será definir um trabalho conjunto para que os países da CPLP possam atingir as metas do milénio, estabelecidas pelas Nações Unidas.

Os governos dos oito países vão discutir ainda formas de aprofundar o relacionamento da CPLP com organismos internacionais e de ampliar as possibilidades de obtenção de financiamentos.

O diplomata brasileiro não acredita que a crise de Timor-Leste polarize a cimeira, que deverá debruçar-se também sobre a reestruturação do Secretariado Executivo e a necessidade de fortalecimento dos núcleos de cooperação em cada país.

Ao ser questionado sobre as comemorações do décimo aniversário da CPLP no Brasil, Lauro Moreira fez referência a um projecto da sua autoria que propõe uma edição de uma antologia dos poetas de língua portuguesa.

A condução desse projecto foi atribuída ao diplomata, poeta, ensaísta e historiador Alberto da Costa e Silva, que irá reunir cerca de 300 poemas de autores dos oito países da CPLP.

Outro projecto, a arrancar também este ano, é uma antologia de contos da língua portuguesa.

Na área da música, o governo brasileiro está a estudar a apresentação em países lusófonos de artistas como Roberto Correia, reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a viola caipira (de dez cordas), e a pianista Sônia Maria Vieira.

Esta ainda previsto um espectáculo afro-luso-brasileiro - "Nossa Língua, Nossa Música", do compositor e cineasta baiano André Luiz Oliveira, conhecido por dar musicalidade aos versos do poeta português Fernando Pessoa.

A programação deverá contar também com apresentações do grupo "Solo Brasil" em pelo menos quatro países da CPLP, com início em Portugal.

O grupo, formado por artistas altamente qualificados, já apresentou em 12 países o espectáculo "Uma viagem através da música no Brasil", que traça um panorama da música popular brasileira ao longo do século que XX, e agora está a lançar uma segunda versão com repertório novo.

O embaixador Lauro Moreira defendeu também a abertura, neste décimo ano da CPLP, de balcões nos aeroportos do Brasil para o atendimento dos cidadãos lusófonos, a exemplo do que já acontece em Portugal.

"É uma medida simples e que deveria ser tomada pelo Brasil o mais rapidamente possível", sublinhou.

Lauro Moreira deixa a direcção da Agência Brasileira de Cooperação, órgão vinculado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, para assumir a Missão Permanente do Brasil na CPLP.

O diplomata já foi também embaixador em Marrocos e coordenador nas comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil.


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