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CPLP está falida. O resto são mentiras
- 14-Jul-2006 - 14:52
O secretário-executivo da CPLP refutou, em Bissau, acusações de alegada ineficácia da organização no apoio à resolução da crise político-militar que assolou Timor-Leste, lembrando os críticos de que a comunidade "não é uma mini-Nações Unidas". Para além de a CPLP ser um “elefante branco” e ter falhado em muitas outras coisas, ou mesmo em todas em que devia actuar, importa dizer que só não é uma “mini-ONU” porque aos seus membros falta engenho e arte. Era bom que Luís Fonseca o reconhecesse sem querer construir verdades juntando várias mentiras. A bem da Lusofonia.
Por Orlando Castro
Numa conferência de imprensa em Bissau, onde se encontra instalado no hotel mais luxuoso de um país lusófono onde a maioria dos cidadãos vive na miséria, para participar na VI Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Luís Fonseca lembrou que a organização que lidera tem "objectivos bem claros" que não se enquadram em missões de paz.
Não é juntando uma série de mentiras que se constroi uma verdade. E Luís Fonseca mente. Um dos objectivos expressos da CPLP é o da “cooperação em todos os domínios, inclusive os da (...) defesa, justiça, segurança pública...”.
"A CPLP não é uma mini-Nações Unidas, que tem a seu cargo a decisão de enviar missões de paz para zonas de crise ou de conflitos. Mais, a CPLP reagiu, e bem, imediatamente, mas no quadro das suas atribuições, de facilitador do diálogo", sustentou Luís Fonseca.
Assim não. Em recente entrevista à Lusa, citada aqui no NL, o mesmo Luís Fonseca referiu que "os ministros da Defesa têm-se empenhado bastante na criação de condições para uma eventual componente que integre forças da CPLP que possam desenvolver missões de paz", dando como exemplo os exercícios Felino, que contam já com quatro edições, em que são testadas as capacidades operacionais e de comando das forças armadas dos oito países que integram a CPLP.
"Só depois da apresentação do relatório (a cargo do o chefe da diplomacia são-tomense) é que a CPLP irá tomar uma posição", afirmou Luís Fonseca, insistindo na ideia de que a comunidade lusófona "fez o que foi possível" para ajudar na resolução da crise timorense.
Luís Fonseca esquece, como é hábito desde a fundação da CPLP, que o possível fazemos nós todos os dias. A Lusofonia precisa de quem faça o impossível. Se assim não for, se esse não for o objectivo, então o melhor é abrir falência.
orlando@orlandopressroom.com
14.07.2006

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