| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Entrevista
|
|
Bispo de Cabinda quer coragem e lucidez para se alcançar paz no enclave
- 4-Sep-2006 - 17:34
O Bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, defendeu hoje a necessidade de aprofundar "com coragem e lucidez" o caminho iniciado com o memorando de entendimento assinado entre o governo angolano e o Fórum Cabindês para o Diálogo (FCD).
"Este memorando de entendimento é o início de um caminho com várias etapas ainda por percorrer", afirmou o Bispo de Cabinda, numa entrevista à Rádio Ecclesia, emissora católica de Angola.
Num comentário à assinatura do acordo para a paz em Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias considerou que "era importante começar este diálogo de alguma forma, por algum canal, em algum momento". "O meu voto é que continue a ser aprofundado com coragem e muita lucidez", acrescentou.
Nesse sentido, manifestou esperança de que "os homens tenham capacidade para perseguirem o aprofundamento da construção da paz, numa sociedade que queremos democrática e que pretendemos que seja promotora dos direitos de cidadania para todos".
O governo angolano e o FCD assinaram a 01 de Agosto o denominado Memorando de Entendimento para a Paz em Cabinda, que prevê várias medidas para a pacificação daquele enclave do norte de Angola, entre as quais um estatuto especial para o território ao nível administrativo.
O documento prevê ainda a atribuição de vários cargos no governo central e provincial a dirigentes do FCD, assim como a integração de ex-militares do movimento independentista nas Forças Armadas Angolanas.
As duas partes iniciaram no final da semana passada a planificação das medidas para a implementação do memorando de entendimento, mas a sua calendarização ainda não foi divulgada publicamente.
Na entrevista que hoje concedeu à emissora católica angolana, o Bispo de Cabinda abordou também a actual situação da igreja naquele enclave, assegurando que não existem divisões.
"A Igreja de Cabinda não está dividida, o que há é um grupo de pessoas que pretende continuar a semear a confusão no seio das comunidades cristãs, opondo-se à autoridade do bispo e dos párocos", afirmou.
Uma parte do clero e dos fiéis católicos de Cabinda pronunciou- se publicamente contra a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias para dirigir a diocese, num processo de contestação que atrasou a sua posse durante mais de um ano.
Na origem dos protestos, que conduziram à suspensão de vários padres e provocaram durante vários meses a paralisação das actividades religiosas nas igrejas de Cabinda, estava o facto de o novo bispo não ser originário do enclave.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|