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Do MPLA à UNITA ou ao contrário
- 8-Sep-2006 - 19:40
Ser de Direita, de Esquerda ou de qualquer outra coisa não deveria constituir crime. Mas não é assim em Portugal. Ser do MPLA, da UNITA ou de qualquer outra coisa não deveria constituir crime. Mas não é assim em Angola... e em Portugal.
Os angolanos que se assumem como tal, nas ocidentais praias lusitanas, foram e são (até quando?) catalogados. Não é bom porque é do MPLA, não é bom porque é da UNITA. Ou seja, as pessoas não valem pelo que são mas, antes, pela eventual (porque em muitos casos nem isso existe) ligação partidária.
E, é claro, assim não se vai lá.
Ou aprendemos a que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, ou então continuaremos a vegetar nas latrinas do subdesenvolvimento, mesmo que a conta bancária esteja cheia de euros, dólares ou cuanzas.
Essa de se rotularem os angolanos e, a partir daí, se decidir que eles servem ou não para determinada função é algo que não lembraria ao Diabo, mesmo que ele seja jornalista, empresário ou qualquer outra coisa de (re)nome.
Será que, como acontece em muitos casos em Portugal, é preciso mostrar o cartão do partido no poder para ser bom profissional? Será que só se é bom médico se se for filiado no MPLA? Será que só se é bom jornalista se se tiver a benção de José Eduardo dos Santos?
E se tudo isto é grave, mais o é quando há falta de factos se resolve baralhar tudo. Ou seja, os da UNITA acusarem que fulano é do MPLA e os do MPLA dizerem que o mesmo fulano é da UNITA.
E, é claro, assim não se vai lá. Não vai mesmo.
orlando@orlandopressroom.com
08.09.2006

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