| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
|
Alto Hama
|
|
Jornalistas com a corda no pescoço
- 19-Sep-2006 - 11:15
O Estado português (Governo e deputados) é dono da verdade. Disso não tenho dúvidas. Sabe tudo e nunca tem dúvidas. Só falta dizer que tudo isso é a bem da Nação. No que ao Jornalismo concerne, aí tem cérebros que metem no bolso qualquer especialista do… Burkina Faso. Quer agora o Estado português (quer e assim vai ser) consagrar que os Jornalistas não se podem opor a “modificações formais introduzidas nas suas obras” pelos seus superiores hierárquicos, anulando dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República (artigos 37.º e 38.º) – o direito à liberdade de criação e o direito à liberdade de expressão.
Por Orlando Castro
Ainda bem que, aqui no Notícias Lusófonas, o caso não se coloca.
Traduzindo a ideia dos especialistas do Burkina Faso, perdão, do Estado português, é possível ao chefe pôr tudo do avesso e atribuir essa estratégia a um autor que, afinal, nada tem a ver com a questão.
Ou seja, poderia neste texto substituir Burkina Faso por EUA. Estão a ver?
Tudo isso poderia, ou poderá, ser feito porque o Estado concede expressamente à estrutura hierárquica da redacção a faculdade de alterar, sem consentimento do autor, os trabalhos originais criados, desde que aquela invoque, "designadamente", "necessidades de dimensionamento (...) ou adequação ao estilo" do órgão de informação:
Por outras palavras, por uma questão de “dimensionamento” passavam o Burkina Faso (duas palavras com muitas batidas) para EUA (palavra exacta para a dimensão desejada).
No protesto do Sindicato dos Jornalistas (que também assinei) lê-se que será “posta em causa a relação de confiança entre o jornalista e as fontes de informação”, que será legitimada a “amputação de obras à revelia do autor, com a consequente eliminação de partes fundamentais das peças, incluindo de depoimentos vitais à compreensão do seu contexto”, etc. etc..
Em síntese, e por uma questão de “adequação ao estilo” do Notícias Lusófonas, será possível (quase) tudo, desde adulterar até manipular, passando pela censura e terminando na nova regra de ouro: comer e calar.
orlando@orlandopressroom.com
19.09.2006
http://altohama.blogspot.com

Ver Arquivo
|
|
| |
|
 |
|
|
|
|
|
|