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Produtor de vinho de Estremoz avança este ano para o mercado angolano
- 24-Sep-2006 - 14:16
A empresa produtora de vinho Monte Seis Reis, situada no concelho alentejano de Estremoz (Évora), prevê começar a exportar para Angola até ao final deste ano, disse hoje o enólogo da sociedade agrícola.
Segundo Luís Ramos de Carvalho, o Monte Seis Reis exporta actualmente entre 35 a 40 por cento da sua produção, sobretudo para o Brasil, mercado onde tem feito a sua principal aposta, mas também para o Canadá, Estados Unidos da América e Alemanha.
"Temos muita esperança no mercado angolano e tencionamos começar a exportar para aquele país africano ainda este ano", disse o responsável.
Angola é actualmente o sexto maior mercado mundial dos vinhos portugueses e o primeiro no continente africano, sendo ainda o terceiro comprador mundial de vinhos da região do Alentejo.
O Monte Seis Reis engloba uma moderna unidade de produção de vinho de qualidade, que começou a produzir em 2003, e um complexo inovador de enoturismo, num investimento de 3,5 milhões de euros, que visa associar o vinho à cultura.
A empresa já lançou no mercado, entre outros, os vinhos Boa Memória, Bolonhês, Syrah 2003 e 2004, Touriga Nacional 2003 e 2004, Tinta Caiada 2004, Reserva 2003 e Rosé 2005.
A produção de 2005, segundo o enólogo, correspondeu a cerca de 450 mil garrafas, 96 por cento das quais de vinho tinto de qualidade.
Para este ano, as previsões indicam que a produção vai atingir os mesmos valores, numa unidade que tem 50 hectares de área de vinha.
Além da adega, equipada com tecnologia avançada, os visitantes têm à disposição salas de degustação e de exposições e conferências, museu, sala de Tertúlia para refeições em grupo e uma loja que comercializa os vinhos da empresa e outros produtos tradicionais alentejanos de qualidade.
Na sala museu "Seis Reis" é feita uma alusão, através de um diaporama, a cinco reis (D. Afonso III, D. Manuel I, D. Dinis, D. Pedro I e D. João I), e à rainha Santa Isabel, com influência na história de Estremoz e que serviram de inspiração para o nome do monte.
Os cognomes desses reis vão ser atribuídos às marcas dos vinhos produzidos na empresa, alguns já lançados no mercado como o "Boa Memória", em homenagem a D. João I, e "Bolonhês", cognome de D. Afonso III.
Segundo o enólogo da empresa, um dos objectivos do Monte Seis Reis é dinamizar a área do enoturismo, aumentando o número de visitantes na unidade agrícola, que registou cerca de 2.500 visitas em 2005, prevendo-se para este ano um aumento de 30 por cento.
Luís Ramos de Carvalho explicou ainda que o Monte Seis Reis recebe habitualmente grupos, sobretudo de estrangeiros, que participam na vindima, através da apanha da uva e da pisa a pé nos lagares.
"Estas pessoas têm depois hipótese de adquirir o vinho que ajudaram a produzir, cuja produção é colocada à parte para este efeito", referiu.
A sala de exposições e conferências acolhe uma mostra permanente com diversas gravuras e objectos que foram utilizados na produção de vinho.
A Sociedade Agrícola Monte Seis Reis, que possui também uma área de 70 hectares de olival, vai começar a produzir o azeite Seis Reis a partir de 2007.

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