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Posição dá tudo por tudo para levar Lula à segunda volta
- 25-Sep-2006 - 23:30
Ainvestigação judicial contra o presidente Lula da Silva, levada a cabo pelo Tribunal Superior Eleitoral e tendo como pressuposto o seu eventual envolvimento na tentativa de compra de um dossiê que visava prejudicar adversários (Geraldo Alckmin e José Serra), só terá efeitos práticos depois das eleições do próximo dia 1, podendo - se provadas as suspeitas - resultar na cassação do novo mandato, caso Lula seja reeleito.
Daí que os adversários procurem capitalizar as dúvidas junto do eleitorado, tentando que, pelo menos, os resultados obriguem a uma segunda volta. E a última sondagem torna esse cenário plausível.
Segundo a mais recente sondagem do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), ganha forma a possibilidade de uma segunda volta, sendo que a vantagem de Lula, que era, no passado dia 21, de sete pontos sobre a soma dos adversários, passou agora para três pontos.
A simulação dos resultados, à luz desta sondagem, dá a Lula 47% e a Geraldo Alckmin 33%. O Ibope considera que os dados globais poderão configurar, inclusive, um empate técnico.
A vantagem de Lula sobre o conjunto de seus adversários era de 15 pontos percentuais na última semana de Agosto, chegou a 10 no passado dia 8, oscilou para nove no dia 15, tombou para sete no dia 21 e recuou agora para três pontos.
No início de Junho, tinha 48% das intenções de voto contra 18% de Alckmin; em 25 de Julho passou para 44/27; em 10 de Agosto subiu para 46/21; a 1 de Setembro caiu (48/25), estando ontem apenas com 14 pontos de vantagem.
"Fui o primeiro governador da Oposição a apoiar Lula. Acreditava muito nele. De repente percebi que ele se tornou um homem importante mas que usa o poder para si, e não para os interesses nacionais," afirma o ex-presidente da República Itamar Franco (1999-2002), para quem "é impossível que o presidente não soubesse de nada do que está a acontecer".
Fonte: Jornal de Notícias/Orlando Castro

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