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  Alto Hama

Multinacionais zarpam para Espanha

- 27-Sep-2006 - 14:58

Cavaco Silva, presidente da República portuguesa, aconselha que as empresas sedeadas em Portugal deixem de “chorar” a avancem para Espanha. É um bom conselho. Mas o melhor é passarem a sede para lá. Pagam menos impostos, têm menos burocracia, os combustíveis são mais baratos etc.. E, é claro, como compatriotas que são, sempre podem abrir uma filial nas terras lusas.

Por Orlando Castro

Cavaco referia-se aos empresários portugueses. Mas é claro que as multinacionais têm toda a razão e legitimidade para fazer o mesmo. Isto é: mandar Portugal às malvas e fazer as malas para Espanha.

A General Motors Europeia vai sair de Azambuja e desloca a produção da Opel para Espanha. A Johnson Controls, que produz em Portugal componentes interiores para automóveis, vai fechar para já duas das três unidades que funcionam no país.

E para onde vão? Para onde? Claro. Para Espanha.

A multinacional norte-americana, quarto maior fornecedor de componentes para automóveis no mundo, pretende encerrar as fábricas de Nelas e Portalegre.

A fábrica de Nelas, a maior da multinacional em Portugal, tem cerca de 500 trabalhadores e a de Portalegre perto de 330. Ao todo, são cerca de 830 postos de trabalho em risco.

A terceira fábrica da Johnson Controls, Vanpro, recebe boa parte da produção das outras duas e resulta de uma parceria com os franceses da Faurecia, para fornecer a VW Autoeuropa, localizada em Palmela. As perspectivas em relação a esta unidade, de acordo com o jornal Público, também são incertas.

Mas, para compensar tudo isto, Cavaco foi dos primeiros a saber que a princesa Letizia estava grávida. Haverá algo que pague este sublime prazer de ser dos primeiros a saber tal coisa?

É claro que não…

Orlando@orlandopressroom.com
26.09.2006
http://altohama.blogspot.com


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