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Mia Couto e Natália Luíza na Colecção Cena Lusófona
- 31-Oct-2002 - 17:10

A Cena Lusófona - Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral,
tem o prazer de informar que a Colecção Cena Lusófona, de dramaturgia
contemporânea em Português, acaba de ser enriquecida com mais um volume.

A Cena Lusófona - Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral,
tem o prazer de informar que a Colecção Cena Lusófona, de dramaturgia
contemporânea em Português, acaba de ser enriquecida com mais um volume.
Desta feita, trata-se da adaptação teatral da novela \"Mar Me Quer\", do
escritor moçambicano Mia Couto, (re)escrito pelo próprio em co-autoria com
a
actriz portuguesa, mas de naturalidade moçambicana, Natália Luíza, que,
mais
que manter, aprimorou o maravilhoso universo onírico e poético da obra
original. O livro já está disponível ao público em geral, podendo ser
adquirido mediante encomenda aos nossos serviços ou em livrarias
seleccionadas nas principais cidades portuguesas.
Este sexto volume da Colecção Cena Lusófona é, assim, constituído
pela adaptação dramatúrgica da novela homónima do consagrado autor
moçambicano, encomendada na altura pela Cena Lusófona, e que a companhia
Teatro Meridional colocou em palco, num espectáculo estreado em Maio de
2001, no Teatro Taborda em Lisboa. A peça e o texto \"Mar Me Quer\"
passaram,
entretanto e com grande sucesso, por diversos outros \"palcos\", quer
encerrando o ciclo Práticas Cénicas Interculturais, acção da Cena
Lusófona
que decorreu em Julho de 2001 em Coimbra, quer em Timor Leste, onde
participou na I Festa da Independência, já em Maio deste ano.
Quanto à obra de Mia Couto/Natália Luzia, socorramo-nos, com a
devida vénia, da sinopse do Meridional, e da citação do autor
moçambicano:
«Mulata Luarmina e Zeca Perpétuo partilham território de vizinhança,
chão de terra tão mais velho que eles, olhando o mar que é sempre quem
mais
viaja.
Luarmina ensombreada de um qualquer silêncio, que de tão longo
parece segredo, entardece todos os dias na companhia de Zeca, ouvindo as
histórias que vão povoando a paisagem.
Zeca Perpétuo sonha sempre o mesmo: se embrulhar com ela, arrastá-la
numa grande onda que os faça inexistir.
Luarmina foi aprendendo mil defesas para as insistências
namoradeiras de Zeca, mas um dia resolve negociar falas e outras
proximidades, não em troca de aventuras sonhiscadas de Zeca, mas de suas
exactas memórias.
E como diz o avô Celestiano \"o coração é uma praia\", em que o mar
porque nos quer, acaricia memórias e apaziagua ausências.
Avô Celestiano é a sabedoria do tempo. Mas também é o fabricador de
sonhos. Por via dos sonhos, ele visita os vivos e conduz, na sombra dos
aléns, os destinos e os amores de Zeca e Luarmina.»

\"O que faz andar a estrada? ... o sonho. Enquanto a gente sonhar a
estrada permanecerá viva. ... para isso que servem os caminhos. Para nos
fazerem parentes do futuro.\"
Mia Couto, Mar Me Quer







Sobre os autores:

Mia Couto

Nascido na Beira (Moçambique), em 1955, Mia Couto é considerado um
dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos que
escrevem em português. Este estatuto incontestado deve-se não só à forma
como descreve e trata os problemas e a vida quotidiana do Moçambique
contemporâneo, mas principalmente à inventiva poética da sua escrita,
numa
permanente descoberta de novas palavras através de um processo de
mestiçagem
entre o português «culto» e as várias formas e variantes dialectais
introduzidas pelas populações moçambicanas. Mia é assim uma espécie de
mágico da língua, criando, apropriando, recriando, renovando a língua
portuguesa em novas e inesperadas direcções. Tem, devido a essa
autêntica
revolução de inventiva linguística, sido muito apropriadamente comparado
a
outro grande mágico da Língua Portuguesa do século XX, o escritor
brasileiro
João Guimarães Rosa.
António Emílio Leite Couto, mais conhecido por Mia Couto (alcunha
que conserva desde a infância), foi, desde 1974 e durante vários anos,
director da agência de informação de Moçambique; seguidamente dirigiu o
jornal Notícias de Maputo e a revista Tempo. Posteriormente, estudou
Medicina e Biologia e é actualmente biólogo. A escrita tem sido no
entanto
uma paixão constante, desde a poesia, com que se estreou em 1983 (Raiz
de
Orvalho), até à escrita jornalística (bem presente no livro que reúne as
crónicas escritas para o jornal «Notícias de Maputo», Cronicando) e à
prosa
de ficção.
A questão do género literário não é, de resto, a mais importante
para um autor em cuja escrita prosa e poesia se contaminam e que escreve
«pelo prazer de desarrumar a língua».
Questões mais importantes reflectidas na sua obra são as
relacionadas com a vida do povo moçambicano, um dos mais pobres e
martirizados do mundo, recém-saído de 30 anos de guerra civil e onde
persiste uma forte tradição de transmissão da literatura e dos saberes
essencialmente por via oral. Numa cultura onde se diz que «cada velho
que
morre é uma biblioteca que arde», Mia empreende uma escrita que liga a
tradição oral africana à tradição literária ocidental, tal como no seu
trabalho de biólogo liga, no estudo da floresta, o saber ancestral dos
anciãos sobre o espírito das árvores e das plantas à moderna ciência da
Ecologia. Essencial, num caso como noutro, é sempre a relação mais
profunda
entre o humano e a terra, entre um humano e outro humano, por vezes nas
sua
condições mais extremas, como no seu primeiro romance, Terra Sonânbula,
saudado pela crítica como um dos melhores romances em português dos
últimos
anos e que descreve a luta pela sobrevivência durante a guerra civil em
Moçambique.


Natália Luiza

Nasceu em Moçambique em 1960. Estudou Psicologia na Faculdade de
Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, e Formação
de
Actores na Escola Superior de Teatro e Cinema. Tem dividido a sua
actividade
como encenadora, formadora e actriz. É co-Directora Artística do Teatro
Meridional.





A Colecção Cena Lusófona contava já com as seguintes obras de
Teatro: \"Teatro I e II\", obra dramatúrgica de José Mena Abrantes em dois
volumes (Angola, 1998); \"As Mortes de Lucas Mateus\", de Leite de
Vasconcelos
(Moçambique, 1999); \"Supernova\", de Abel Neves (Portugal, 2000); \"Teatro
do
Imaginário Angolar\", de Fernando de Macedo, incluindo as peças \"Capitango\"
e
\"Cloçon Son\" (São Tomé e Príncipe, 2000); \"As Virgens Loucas\", de
António
Aurélio Gonçalves, adaptação teatral de Cândido Ferreira (Cabo Verde,
2001).

P\'la Cena Lusófona

João Paulo Cruz (351) 918453963
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