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  Cabo Verde
Dádivas e voluntariado fazem nascer hospital na ilha do Fogo
- 8-Apr-2003 - 17:14

A solidariedade e o voluntariado de religiosos e cidadãos italianos fizeram surgir em Cabo Verde, na ilha do Fogo, uma das mais importantes unidades hospitalares do país, que ficará concluída até ao final do corrente ano.


Por Francisco Fontes
da Agência Lusa

A ideia de criar uma unidade desta natureza começou a esboçar-se há quatro anos e a 5 de Novembro de 2002 era inaugurada, mas apenas a fase inicial, pois o projecto deverá ficar concluído somente nos últimos meses do corrente ano.

Para o arranque da obra, um benemérito italiano, um idoso viúvo de Turim, ofereceu 400 milhões de liras. Depois foram mobilizados outros apoios, de pessoas e instituições, para o viabilizar, contou à Agência Lusa o padre capuchinho Frederico Cerrone, animador da unidade.

Há seis anos, os padres capuchinhos conseguiram mobilizar os primeiros amigos voluntários, médicos, para Cabo Verde. Das suas férias ofereciam 15 dias para dar consultas nas ilhas do Fogo, S. Nicolau e Santo Antão.

Com eles começaram a trazer alguns equipamentos clínicos, e, então, começou a pensar-se num sítio para os acondicionar. Daí surgiu a ideia de construir algo de raiz.

"E, uma ideia foi trazendo outra", e assim surgiu o Centro Sócio-Sanitário S. Francisco, na zona de Cutelo de Açúcar, nos arredores da cidade de S. Filipe, na ilha do Fogo.

Numa vasta extensão de terreno, que termina numa falésia debruçada para o mar, construíram de raiz vários blocos de edifícios, para consultas de diversas especialidades em regime ambulatório, internamento, cirurgia, albergue de voluntários, habitação das irmãs franciscanas e residência para antigos doentes de lepra, deficientes, idosos e desprotegidos.

Até agora já passaram por ali seis dezenas de médicos italianos, que generosamente reservam uma parte das suas férias anuais para dar consultas e tratar pacientes.

Quando estão prestes a chegar, as rádios utilizam as suas emissões para informar os pacientes de que numa data determinada estão disponíveis certos médicos especialistas para os atender.

Para poderem ser observados, basta fazerem uma marcação, pagarem as mesmas taxas que pagariam num serviço de saúde do país, ou solicitarem a isenção se as suas economias são escassas.

Neste projecto tem sido determinante a Associazione Missionaria Solidarietá e Sviluppo-Onlus, que mobiliza os médicos disponíveis para o voluntariado, meios e equipamentos para apetrechar os vários sectores clínicos.

A residência dos voluntários - implantada num espaço afastado do complexo e voltada para o mar, de onde a vista alcança o recorte da vizinha ilha Brava - foi das primeiros edifícios a concluir, tal como os destinados ao ambulatório, para as consultas de doentes, e aos serviços administrativos.

Até ao final do ano ficará também concluído o edifício de internamento, com capacidade para duas dezenas de camas, e apetrechado com duas salas cirúrgicas.

Raio X, ecografia, odontologia, ortopedia, pediatria, ginecologia, oftalmologia, análises laboratoriais, otorrinolaringologia, cardiologia e dermatologia foram algumas das valências que o Centro Sócio-Sanitário S. Francisco já ofereceu aos doentes.

Mas, outras especialidades poderão ser oferecidas, desde que surjam voluntários disponíveis para se deslocarem a Cabo Verde.

No entanto, o regime de voluntariado está a colocar algumas interrogações aos responsáveis do projecto, em torno da consolidação da unidade enquanto prestadora de cuidados de saúde.

O voluntariado é exercido quando os clínicos dispõem de férias, o que provoca uma descontinuidade ao funcionamento do Centro.

Para contornar esse problema, segundo explicou à Lusa o padre Frederico Cerrone, estão a ser equacionadas várias soluções, que poderão passar por acordos com instituições, governos e hospitais, para disponibilizarem médicos.

Uma outra solução poderá ser a contratação de alguns médicos. E os países do leste, com profissionais altamente qualificados, e mais acessíveis financeiramente, surgem como possibilidade.

Mas, o que está definido, é que numa primeira fase "o núcleo duro" será constituído pelas irmãs franciscanas, que em S. Filipe já se dedicam ao apoio solidário a doentes, deficientes e desprotegidos na denominada "Casa Betânia", a antiga leprosaria, que também será transferida dentro de meses para o Centro Sócio- Sanitário S. Francisco.

Uma outra solução que está a ser equacionada é a disponibilização de bolsas de estudo para jovens cabo-verdianos no estrangeiro, para se formarem em áreas de saúde e posteriormente darem o seu contributo no centro.

De acordo com o padre Frederico Cerrone, animador do Centro Sócio-Sanitário S. Francisco, actualmente já existem acordos com dois hospitais de província de Itália para disponibilizar médicos.

Os médicos reformados, que ainda se sintam úteis e com energia para contribuir para o projecto, também serão mobilizados.

Desde há um ano encontra-se ali a trabalhar Iolanda Falco, uma especialista em análises laboratoriais, que se reformou de um hospital universitário da zona de Torino. Já ensinou uma jovem cabo-verdiana que diariamente a ajuda e que está na expectativa de uma bolsa de estudo para obter um diploma na especialidade que já vem exercitando.

O Centro Sócio-Sanitário S. Francisco é actualmente das mais importantes unidades hospitalares de Cabo Verde, sendo apenas suplantado pelos hospitais centrais de Agostinho Neto (Cidade da Praia) e de Baptista de Sousa (Mindelo).

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