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Nova presidente do Instituto da Língua chega hoje à Cidade da Praia
- 30-Oct-2006 - 14:08
A nova presidente do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), a angolana Amélia Mingas, chega hoje à Cidade da Praia, onde a instituição tem sede, para assumir o cargo para que foi nomeada em Julho último.
Em declarações feitas domingo à margem da V Reunião dos Ministros da Cultura da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu este fim-de-semana em Bissau, Amélia Mingas garantiu que a nova direcção assumirá funções no mesmo dia e irá estudar a necessidade de eventuais mudanças na estrutura orgânica.
"É muito difícil dizer neste momento se algo vai mudar, porque, primeir o que tudo, é preciso que tenha uma ideia do que se fez, do que estava previsto, do que estava previsto e não foi feito, e ver se tudo isso vai ao encontro da m inha vontade, das minhas prioridades. Só depois é que terei uma ideia clara", afirmou.
Sobre a reunião de Bissau, Amélia Mingas, linguista, congratulou-se com a decisão dos ministros da Cultura dos "oito" de assumirem o compromisso de dotar o IILP de meios financeiros e humanos para que possa cumprir cabalmente os seus propósitos, a divulgação da Língua Portuguesa.
"Acho que, acima de tudo, é uma atitude positiva e necessária, porque há muito que fazer e há uma experiência da direcção anterior que foi limitada nas suas actividades devido à falta de meios. O facto de se comprometerem a apoiar e aumentar os esforços conforta-me e cria maior vontade para enfrentar os desafios", sublinhou.
A presidente do IILP, nomeada para o cargo na VI Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da COPLP, realizada a 17 de Julho último, também em Bissau, substituiu no extinto cargo de director executivo o professor cabo-verdiano Brito Semedo.
O orçamento do IILP, aprovado na VI Cimeira da CPLP, é de 148.500 euros , sendo financiado através das contribuições obrigatórias dos Estados membros. Portugal e Brasil são os maiores dadores, ao despenderem 44.500 euros.
Angola contribui com 22.2765 euros, Cabo Verde e Moçambique com 11.880 euros cada, e Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste com 4.455 euros cada.
Linguista de formação, Amélia Mingas, 60 anos, foi já directora do Instituto Nacional de Línguas do Ministério da Cultura angolano e lecciona presentem ente a cadeira de linguística Bantu no Instituto Superior de Ciências de Educação na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, onde foi chefe de sector de língua portuguesa.

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