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  Cabo Verde
Angola pode ser a chave para definir linhagens americanas
- 10-Apr-2003 - 14:27

O estudo genético da população angolana pode ser "a chave" para definir linhagens que permanecem desconhecidas no continente americano, especialmente no Brasil, admitiu António Amorim, investigador do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).


"No mínimo dos mínimos, quando este estudo for feito esperamos encontrar em Angola as raízes de várias linhagens que encontramos na América", afirmou à Lusa o investigador.

"Quando analisamos os chamados afro-americanos continuamos a encontrar linhagens que não conseguimos aparentar. Como Angola teve um enorme contributo para a escravatura sub-saariana, pode ser a chave para tapar esses buracos", acrescentou.

António Amorim afirmou esperar que, agora que os angolanos vivem em paz e a situação do país está a estabilizar, seja possível iniciar uma cooperação com uma instituição científica local que permita realizar este estudo.

Um trabalho idêntico foi já realizado em Moçambique, mas apenas no que se refere à linhagem feminina, ou seja, aquela parte da informação genética que apenas é transmitida da mãe para a filha.

A principal conclusão é que, em Moçambique, "não existe nenhum impacto europeu na linhagem feminina", o que leva a concluir que os colonizadores não levaram muitas mulheres para aquele país.

A esmagadora maioria das sequências genéticas são originárias da região sub-saariana, sendo que os principais grupos genéticos têm uma origem muito antiga no continente africano.

O facto de Moçambique ter sido, a partir de 1643, uma das maiores fontes de escravos que os portugueses enviavam para a América, explica que exista um número considerável de equivalências com as sequências genéticas americanas de origem africana.

Entre as 109 sequências genéticas americanas provenientes de Africa, 15 são partilhadas com Moçambique e duas apenas se encontram neste país lusófono.

Em Cabo Verde, os estudos genéticos mostraram, segundo António Amorim, uma "misturada enorme", o que resulta do importante papel desempenhado pelo arquipélago no comércio de escravos transatlântico, especialmente a partir de 1485.

Por outro lado, desde 1470, o arquipélago era paragem obrigatória nas viagens para Angola, S. Tomé e Príncipe, Brasil e Antilhas.

"Estima-se que a contribuição europeia represente mais de 10 por cento dos genes da actual população", salientou o investigador, referindo-se à linhagem masculina, a que é transmitida apenas de pai para filho.

Relativamente à linhagem feminina, a esmagadora maioria das origens da população cabo-verdiana pertence à região sub-saariana, que representa cerca de 93 por cento, enquanto o contributo genético europeu não representa mais de um por cento.

Isto significa que a informação genética transmitida por mulheres europeias imigrantes foi muito reduzida, o que está de acordo com a versão histórica que aponta para uma diminuta presença de mulheres entre os colonizadores.

A mesma diversidade genética de Cabo Verde foi também detectada nos estudos realizados na população de S. Tomé e Príncipe, onde foram referenciadas linhagens masculinas existentes na Africa oriental.

"S. Tomé foi um importante entreposto do comércio de escravos, mas nunca esperamos que os escravos vindos da zona oriental do continente sequer desembarcassem neste país, quanto mais deixar marcas genéticas", afirmou o investigador.

Os estudos referem que os Tongas e os Forros, dois dos mais importantes grupos étnicos do arquipélago, partilham o essencial do seu perfil genético entre si e com Angola, Moçambique e Guiné.

Por outro lado, estes dois grupos também possuem informação genética comum à que existe de forma relativamente frequente no norte e no centro de Portugal.

Estes dados coincidem com os dados históricos conhecidos, segundo os quais, nos primeiros tempos da colonização, foi fomentada a ligação entre colonos europeus e mulheres locais de forma a aumentar a população do arquipélago.

No século XIX, o fim da escravatura e o início da produção de café e cacau levou para S. Tomé uma nova vaga de africanos, principalmente das outras colónias portuguesas.

Nesse sentido, o estudo realizado entre a população são-tomense refere que a linhagem masculina dos Tongas e Forros não apresenta diferenças genéticas significativas com Angola e Moçambique e com as populações do norte e centro de Portugal.

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