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Alto Hama
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Perder? – Talvez Desistir? – Nunca
- 21-Jan-2007 - 19:35
Todos aqueles que, voluntariamente ou não, apostam tudo na razão da força estão, continuam a estar, satisfeitos. A força da razão perdeu uma batalha. Mas desenganem-se. A luta, esta e todas quantas forem necessárias, continua. É certo que, até agora, calaram o Alto Hama na versão blog. Mas, como agora se vê, a cada derrota segue-se uma vitória… até à vitória final. Cá está o Alto Hama, versão Notícias Lusófonas.
Para gáudio de muitos, sobretudo – como diz a Manchete aqui ao lado - dos que para contarem até 12 têm de se descalçar, o meu blog foi bloqueado por quem, a exemplo dos que não gostam de pôr o poder das ideias acima das ideias de poder, confunde em benefício próprio (seja em dólares, euros ou coisa semelhante) as regras de um Estado de Direito.
Nos países civilizados, por muito fortes que sejam as provas, todos as pessoas são consideradas inocentes até prova em contrário. No caso do Alto Hama, fui considerado culpado até prova em contrário.
Ou seja, a Blogger/Google lavrou a sentença de bloquear o Alto Hama e só depois, e por minha iniciativa, me deu o mais do que legítimo direito de defesa. Direito que usei mas que não teve resultados práticos. Pudera! Ao conhecido estilo das ditaduras, a sentença já tinha transitado em julgado.
Como é que isto é possível? É simples. Tão mais simples quanto maior for a quantidade de dólares. Alguém, presumo que pouco satisfeito com o meu exercício de liberdade de expressão, resolveu alertar (se calhar foi bem mais do que isso) a Blogger para os malefícios do Alto Hama, dizendo tratar-se de um espaço “terrorista” (não sei se, quem sabe?, até ligado à al-Qaeda).
Perante a “credibilidade” dos alertas, a Blogger não esteve com meias medidas. Fechou a possibilidade de novos textos mas, honra lhe seja reconhecida, não impediu que os textos publicados continuassem a ser vistos e lidos. Pelo menos até agora assim acontece.
Passados vários dias, tudo está na mesma. Estando a empresa a verificar se as acusações têm pernas para andar. Não têm. Aliás, a maioria dessas acusações têm origem na minha terra, Angola, que – para mal do seu bom povo – é um dos países mais minados do mundo.
Creio que os acusadores que se fartam de espalhar minas para matar os que pensam de maneira diferente vão, mais cedo ou mais tarde, ser vítimas dos próprios engenhos explosivos que eles colocaram. Mas, até lá, vão calando as vozes que tentam dar voz a quem a não tem.
Estão, contudo, com pouca sorte. Eu (e felizmente estou bem acompanhado, basta ver do outro lado o Lusófias e, aqui em baixo, o que há de melhor na Lusofonia: Fernando Cruz Gomes, Jorge Eurico, Eugénio Costa Almeida e Fernando Casimiro) posso perder, mas nunca serei derrotado. É que só é derrotado quem desiste de lutar. E desistir é palavra que não consta da minha forma de vida.
altohama@clix.pt
22.01.2007

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