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Arquipélago tem de encontrar novas formas de financiamento
- 25-Jan-2007 - 14:39


Cabo Verde tem de encontrar novas formas de financiamento externo e de fortalecer a capacidade de gestão financeira, para preparar a entrada no estatuto de país em desenvolvimento, prevista para o próximo ano, avisa o FMI.


Em nota divulgada na quarta-feira à noite, o Fundo Monetário Internacional afirma que o novo estatuto, na classificação atribuída pelas Nações Unidas, pode tornar "cada vez mais difícil" garantir financiamento em condições preferenciais.

Assim, "podem ter de ser desenvolvidas novas opções de financiamento externo", comentou o sub-director do FMI, Murilo Portugal, após a primeira revisão do Instrumento de Apoio a Políticas (PSI) para o arquipélago lusófono.

"Para garantir que esta maior flexibilidade de financiamento não prejudica a sustentabilidade fiscal ou de endividamento", adianta o mesmo responsável, "será preciso fortalecer a capacidade institucional de Cabo Verde para avaliação e implementação de projectos, gestão da dívida e análise de sustentabilidade da dívida".

O crescimento económico actual do arquipélago é considerado "francamente robusto" pelo FMI, que afirma que está a ser reforçado por "aumentos significativos no Turismo e Investimento Directo Estrangeiro".

"O desempenho económico de Cabo Verde permanece forte, apoiado por políticas macroeconómicas prudentes e pelas reformas estruturais em implementação", refere o responsável brasileiro.

A inflação "deve permanecer baixa a médio prazo" e "as políticas fiscais e monetárias estão em linha para reduzir substancialmente a dívida doméstica e impulsionar as reservas externas", adianta.

No âmbito fiscal, o FMI afirma ser "essencial" resolver o problema da acumulação de atrasados pelas entidades do sector público.

Outra recomendação deixada às autoridades cabo-verdianas é que as empresas públicas "passem a operar em termos comerciais", nomeadamente nos combustíveis, cujos preços de venda no retalho reflictam os preços de importação.

Cabo Verde passará a integrar a partir de 2008 o grupo dos países em desenvolvimento, abandonando o estatuto de país menos desenvolvido (LDC) das Nações Unidas.

O arquipélago será o primeiro país africano lusófono a ascender ao estatuto, que reflecte o nível do desenvolvimento sócio- económico dos países.

As Nações Unidas atribuem actualmente o estatuto de LDC a perto de meia centena de países, na sua maioria africanos.


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