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CPLP realça importância de eleições para consolidar a democracia
- 25-Jan-2007 - 19:10
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sublinhou hoje a "importância da realização de eleições", este ano, para a "consolidação das instituições democráticas em Timor-Leste", expressando a sua disponibilidade para colaborar neste processo.
Num comunicado, o Comité de Concertação Permanente (CCP) da CPLP sobre Timor-Leste, que esteve hoje reunido em Lisboa para debater a situação no país, reafirma também "o papel fundamental do reforço das instituições judiciárias em Timor-Leste, para o que é indispensável que se promova e fortaleça o ensino da língua portuguesa".
A CPLP, que anunciou a intenção de abrir a curto prazo uma representação em Díli, refere que "a ONU deve manter o seu compromisso com Timor-Leste pelo tempo que for necessário" e pede à comunidade internacional que mantenha a cooperação com o país.
Esta 53ª reunião extraordinária do CCP contou com a participação dos embaixadores e altos funcionários dos oito países membros da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.
A reunião, que decorreu à porta fechada, foi solicitada pelo Brasil para analisar a actual situação em Timor-Leste e o contributo dado pela CPLP para a resolução do conflito.
A violência urbana tem marcado o quotidiano da capital timorense desde os incidentes de Abril e Maio de 2006. Nos últimos meses do ano, as forças policiais registaram uma redução nos confrontos, mas o número médio de vítimas mortais mantém-se ao nível dos piores meses do ano.
A crise político-militar timorense iniciou-se em Abril, com divisões no seio das forças armadas, que conduziram progressivamente à desintegração da Polícia Nacional, o que levou as autoridades a apelarem à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal para enviarem militares e polícias visando assegurar o restabelecimento da ordem pública.
Os incidentes de final de Abril e Maio provocaram mais de 60 mortos e avultados prejuízos materiais, em bens públicos e privados.
Posteriormente, a violência passou a ser protagonizada por grupos rivais, oriundos das regiões do leste e ocidente do país.
Estes actos de violência provocaram, no pior período, a fuga de 180.000 pessoas das suas áreas de residência, permanecendo actualmente 25.000 pessoas espalhadas por campos de deslocados em Díli, e cerca de 70.000 nos distritos do interior do país.

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