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Missão educativa brasileira em Bissau para concluir acordos
- 26-Jan-2007 - 18:50
Uma missão brasileira na área de educação estará em Guiné-Bissau de 3 a 9 de Fevereiro para viabilizar acordos nas áreas de formação de professores e do ensino tecnológico, informou hoje o Ministério da Educação do Brasil.
Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério (Capes), um dos acordos refere-se à implantação do Programa de Formação de Professores em Exercícios (Proformação), desenvolvido no Brasil desde 1999.
O Proformação é um curso à distância, de nível médio, que se destina à melhoria do desempenho dos professores da rede pública do ensino básico, em classes de alfabetização e na educação de jovens e adultos.
"Assim que o projecto for aprovado pelo governo da Guiné- Bissau, técnicos brasileiros oferecerão apoio e assessoria técnica durante cerca de três anos", afirmou a coordenadora nacional do Proformação, Luciane Sá de Andrade.
Os outros acordos dizem respeito à qualificação do corpo docente da Universidade Amílcar Cabral e ao desenvolvimento de um curso de formação em agroindústria.
O chamado Programa de Trabalho em Matéria de Educação Superior e Ciências, supervisionado pelo Capes, já está pronto e falta apenas receber o aval do governo guineense.
A parceria com a Guiné-Bissau "procura fortalecer, pela disseminação do conhecimento, os processos de cidadania e auto-estima de um país irmão, que teve um passado comum de colonização e fala a nossa língua", disse a responsável pelo programa no Capes, Maria Luíza de Carvalho.
O acordo na área de educação superior prevê o envio de professores e pesquisadores brasileiros à Guiné-Bissau, entre 2007 e 2011, para qualificar o quadro de professores da Universidade Amílcar Cabral nas áreas de planeamento urbano, pedagogia, economia e matemática, estatística, políticas públicas, gestão financeira, informática e educação física.
Após a assinatura do acordo, serão distribuídas até 12 bolsas para o primeiro ano, por meio de selecção pública, a ser divulgada por edital em 2007, sendo que cada bolseiro passará de cinco a dez meses no país africano.
O valor das bolsas ainda não foi definido.
O terceiro acordo entre os dois países para a criação de um curso de formação em agroindústria deverá reabilitar dois centros para abrigar cursos de curta duração (120 horas) sobre processamento de caju.
"A Guiné-Bissau é um país essencialmente agrícola mas importa tudo. No caso do caju, não aproveitam nada da polpa e só usam a castanha, que não é da melhor qualidade", destacou a técnica em planeamento da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, Márcia Moreschi.
Os cursos, que serão ministrados por professores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrolina, Estado de Pernambuco, pretendem estimular pequenos empreendedores guineenses, visando o crescimento da economia local e a criação de trabalho e rendimento.

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