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China, Angola, Índia e Brasil nas prioridades de Sócrates
- 27-Jan-2007 - 15:02
Em Abril o primeiro-ministro de Portugal levou consigo a Luanda uma comitiva empresarial que representava um terço do Produto Interno Bruto
O primeiro-ministro português, José Sócrates, inicia terça-feira uma visita oficial de cinco dias à China, país que ao lado de Angola, Índia e Brasil faz parte das prioridades de expansão da economia portuguesa em mercados emergentes mundiais. "É preciso que os empresários portugueses olhem com novos olhos para as oportunidades que oferece o mercado chinês", declarou o primeiro-ministro no início deste mês, após ter estado reunido com alguns dos principais investidores lusos na China.
Para Lisboa, a estratégia prioritária das relações externas assenta na aposta de abrir portas em mercados emergentes mundiais que registram elevadas taxas de crescimento económico, desbloqueando impasses de ordem política, tendo em vista facilitar a inserção dos exportadores portugueses a esses mercados, que apresentam fortes potencialidades de consumo.
Em Abril, José Sócrates levou consigo a Angola uma comitiva empresarial que representava um terço do Produto Interno Bruto; em Agosto esteve no Brasil para consolidar investimentos lusos; e recentemente o presidente de Portugal, Cavaco Silva, visitou com uma grande comitiva empresarial a Índia.
Para a China, a receita repete-se. Com José Sócrates, viajam 71 empresários - a maioria dos quais já com investimentos no gigante asiático -, representando os sectores mais significativos da economia portuguesa: banco, cortiça, moldes, tecnologias de informação e comunicação, têxteis, vinhos, engenharia e consultoria.
A comitiva do governo também reflecte a preocupação económica desta visita: além do ministro das Relações Exteriores, Luís Amado, acompanharão Sócrates os ministros das Finanças, Teixeira dos Santos, da Economia, Manuel Pinho, e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
A última visita de um primeiro-ministro português à República Popular da China aconteceu há oito anos e foi feita por António Guterres, num período em que o processo político de transição de Macau era o tema mais importante nas conversações com as autoridades chinesas.
Concluído em Dezembro de 1999 o processo de transferência administrativa de Macau para a China, a componente política dos encontros de José Sócrates com o Governo de Pequim tornou-se agora secundária e destina-se sobretudo a desbloquear barreiras para o aprofundamento das relações económicas entre os dois países.

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