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  Cabo Verde
720 mil euros de Portugal consolidam ruínas da Sé da Cidade Velha
- 13-Apr-2003 - 14:42

O mais emblemático monumento de Cabo Verde, a Sé Catedral da Cidade Velha, vai ter uma intervenção da cooperação portuguesa, no valor de 720 mil euros, para a consolidação das suas ruínas.


O acto de consignação da empreitada foi hoje celebrado no local, a dezena e meia de quilómetros da capital do país, entre representantes da empresa adjudicatária, a portuguesa Teixeira Duarte, Engenharia e Construções, SA, e do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

A intervenção, que se arrastará por 12 meses, compreende um conjunto de operações para evitar a degradação das estruturas das paredes da Sé ainda erguidas. Este edifício religioso começou a ser construído em 1556 e concluiu-se 150 anos depois.

Para as obras a executar pela empresa Teixeira Duarte estão reservados 600 mil euros. Os restantes 120 mil euros orçamentados vão suportar os encargos com técnicos do IPPAR e a assistência técnica.

As operações de consolidação incluem injecções de caldas a baixa pressão, reparação de fracturas, preenchimento de lacunas, execução de remates e suportes e a reimplantação de cantarias depositadas.

A intervenção baseia-se em técnicas e materiais tradicionais, empregando-se argamassas de cal aérea e pozolana, uma matéria prima existente na ilha cabo-verdiana de Santo Antão, e segundo os procedimentos utilizados pelos romanos, e que fizeram sucesso pela sua perenidade e resistência, explica o IPPAR.

No interior da igreja serão também realizados alguns trabalhos arqueológicos a cargo da arqueóloga do Instituto Maria Antónia Amaral.

Os trabalhos poderão ter uma segunda fase, um arranjo paisagístico envolvente da autoria do arquitecto português Siza Vieira, também responsável pelo plano geral de intervenção da Cidade Velha.

O arquitecto Alexandre Brás Mimoso, que subscreveu o acto de consignação em representação do IPPAR, realçou que a intenção visa tornar o monumento visitável, de modo a poder ser fruído pelos cidadãos.

Carlos Carvalho, presidente do Instituto Nacional de Investigação e Promoção Cultural, expressou o seu contentamento pelo arranque da intervenção, mas lamentou que os atrasos de anos tenham já feito desaparecer uma parte do património.

"Algumas das partes mais interessantes já desapareceram. Agora, espero que vamos a tempo de conservar o que resta, e que tenha dignidade", referiu o representante do Ministro da Cultura de Cabo Verde, fazendo votos para que as obras já estejam avançadas antes do período das chuvas, do final do Verão.

Referiu que as obras serão acompanhadas por engenheiros e técnicos cabo-verdianos para com elas poderem aprender, pois trata-se de trabalhos que não é frequente realizar no país.

Felisberto Vieira, presidente da Câmara Municipal da Praia, congratulou-se pela intervenção da cooperação portuguesa, que incide sobre um património de um local que é "ponto de partida e chegada, e a alma do povo cabo-verdiano".

A Cidade Velha foi a partir do século XV interposto de escravos, e para Felisberto Vieira é hoje uma "coincidência feliz" que o património erguido na altura seja recuperado pela cooperação portuguesa e por uma empresa portuguesa.

"A história repete-se, mas num outro tempo, de cooperação fraterna", frisou, salientando que esta intervenção é mais um passo para que a Cidade Velha possa vir a ser classificada como património da humanidade pela UNESCO.

A Cidade Velha, onde se localiza a Sé catedral, é considerado o ponto onde acostaram os primeiros navegadores portugueses no arquipélago cabo-verdiano, em 1460. Dois anos depois fundaram aquela que seria a primeira urbe edificada por europeus em África.

A construção da Sé foi iniciada em meados do século XVI segundo um desenho de três naves, capela-mor e sacristia, mas os seus trabalhos interromperam-se quando a elevação das paredes não tinha ainda sido completada.

Manteve-se inacabada e sem uso durante 110 anos e foi terminada no final do século XVII, tendo então sido introduzidas algumas modificações de acordo com as exigências de uso do espaço, as novas concepções litúrgicas e as novas orientações arquitectónicas.

Foi então alterada a organização do espaço interior, e acrescentadas duas capelas laterais, dois espaços rodeando a sacristia e um outro rodeando a capela-mor.

A conclusão da Sé Catedral da Cidade Velha veio a ocorrer quando a cidade perdia importância, a favor da vila da Praia, actual Cidade da Praia, capital do país.

Em 1769 a sede do governo é transferida definitivamente para a vila da Praia. Os sucessivos ataques de piratas à Cidade Velha (antiga Ribeira Grande), deixando-a arrasada, levaram as populações a procurar abrigo noutras paragens.

Nesta intervenção não serão feitas quaisquer alterações ao património existente, mas apenas a sua consolidação. Nos anos de 1960 e 1970 já tinha sido sujeito a alguns trabalhos pontuais de reforço.

Entre 1989 e 1999 realizaram-se aí quatro campanhas arqueológicas e diversos estudos para a preparação da obra de intervenção, de levantamento de patologias de diversa ordem e análises laboratoriais aos materiais de construção utilizados.

Com o montante de 720 mil euros, esta é a primeira obra que o IPPAR leva directamente a cabo em território estrangeiro. É também o mais avultado investimento no âmbito do património cultural realizado até hoje por Portugal na área da cooperação, realça do IPPAR.

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