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Encontro anual para ampliar prevenção e tratamento da SIDA
- 6-Feb-2007 - 13:58
Profissionais de saúde, representantes da UNICEF e membros dos governos da iniciativa "Brasil+7" reúnem-se a partir de hoje na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, para ampliar a prevenção e tratamento do HIV-SIDA.
A iniciativa "Brasil+7", também conhecida por "Laços Sul-Sul", inclui o Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Paraguai, São Tomé e Príncipe e Nicarágua, que se comprometem a enfrentar em conjunto a epidemia do VIH/SIDA, trocar informações, elaborar planos de acção e estratégias em parceria.
Na III reunião de "Laços Sul-Sul", que decorre até quinta- feira, os oito países pretendem reforçar a rede existente no que toca ao diagnóstico do HIV em mulheres grávidas, a aquisição de anti- retrovirais para a prevenção da transmissão vertical e a formação de pessoal médico, disse … Agência Lusa a brasileira Adriana Alvarenga, uma das organizadoras do evento, adiantando que do encontro vai sair a "Carta da Praia".
De acordo com a mesma responsável, uma das principais metas da iniciativa "Sul-Sul" é garantir o acesso universal … prevenção da transmissão vertical do HIV (de mãe para filho) para que, até 2008, nenhuma criança nasça com o vírus.
Adriana Alvarenga salientou que, neste processo, o Brasil tem tido um papel fundamental, nomeadamente na distribuição gratuita de medicamentos e na formação de profissionais de saúde.
A reunião tem igualmente como objectivo a criação de um rede técnica sobre o HIV/SIDA que fortaleça os laços entre profissionais para trocar experiências e conhecimentos, adiantou.
Criada em 2004, a iniciativa é uma aliança entre o governo brasileiro, ONUSIDA, UNICEF e os governos dos países parceiros com a finalidade de ampliar a prevenção e tratamento de HIV/SIDA e sífilis congénita para gestantes, crianças e adolescentes.
Adriana Alvarenga explicou que os países que fazem parte de "Laços Sul-Sul" pretendem fazer um trabalho em conjunto para enfrentar o HIV/SIDA em locais onde a taxa de prevalência é baixa.
"Actuamos onde é possível conter a pandemia. Se se agir agora é mais fácil", sublinhou.
Entre os países lusófonos, a Guiné-Bissau tem a maior prevalência de HIV/SIDA, estimada em 5,1 por cento.
Desde 2004, a iniciativa lançou programas de prevenção em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

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