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Concorrência chinesa arrefece projecto investimento Efacec em Angola
- 19-Feb-2007 - 14:13
A concorrência chinesa "arrefeceu" o projecto de investimento da Efacec numa fábrica de material eléctrico em Angola, mas não irá pôr em causa o forte crescimento da facturação no país, afirmou hoje o admini strador executivo da empresa.
Alberto Martins, em entrevista à Lusa, adiantou que, para que fosse ren tável o programado investimento de 4 milhões de euros na fábrica de transformado res eléctricos de distribuição, era necessário um "acordo-programa" de cinco ano s com as "utilities" do país, que garantisse encomendas durante o período.
Contudo, estas - sobretudo a Empresa Nacional de Electricidade e a Empr esa de Distribuição de Electricidade de Luanda - parecem mais voltadas para as f acilidades possibilitadas pelas importações chinesas, cobertas pela linha de cré dito do país asiático.
"A concorrência chinesa está debaixo de uma linha de financiamento enor me, que nós [portugueses] não temos, e isso facilita a sua situação", afirmou Ma rtins, em entrevista à Lusa.
"Angola tem uma situação difícil para sustentar instalações industriais , e não houve das `utilities´ o apoio que esperávamos, pelo que o racional do in vestimento fica colocado em causa, mas não desistimos do projecto", adiantou.
Entre as "dificuldades" para investimentos industriais no país está a g rande dependência de importações, juntamente com as taxas alfandegárias ainda el evadas, e a inexistente "bolsa" de subcontratação de serviços.
A fábrica de transformadores eléctricos em Angola, projecto que esteve muito perto de ser concretizado há um ano, deveria criar 100 postos de trabalho directos, e gerar uma facturação anual de perto de cinco milhões de anos.
A maior parte da maquinaria está já em Luanda, desactivada de uma fábri ca da empresa portuguesa em Macau.
"Era a ajuda da Efacec ao desenvolvimento da indústria angolana, para o prestígio e 'know-how' do país, formação de quadros numa indústria de ponta", l amenta o responsável.
Ainda assim, beneficiando dos projectos de reconstrução de Angola, a fa cturação da empresa portuguesa no país está a crescer a 100 por cento ao ano, e deverá manter esse ritmo até 2009.
No ano passado, Angola representou para a Efacec facturação aproximada à de Moçambique - cinco milhões de euros - mas, fruto do actual ritmo de crescim ento, deverá tornar-se já em 2007 o maior mercado africano lusófono da empresa p ortuguesa.
Em 2006, a Efacec facturou 50 milhões de euros em África, incluindo os países do Magrebe, perto de 10 por cento do total do grupo, que está também pres ente no Brasil, Estados Unidos e Argentina, entre outros países.
Para já a prioridade do grupo é "consolidar as operações existentes", m as a próxima aposta já está definida - a África do Sul, onde estão a ser estudad as oportunidades, tendo em vista entrar no mercado no próximo ano, afirmou Alber to Martins à Lusa.

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