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Missões diplomáticas na CPLP serão meio caminho andado … ou por andar
- 26-Mar-2007 - 15:14
Luís Fonseca acredita no reforço do prestígio internacional da organização
O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa destacou hoje o "prestígio internacional" que a organização vai alcançar com a alteração ao seu Acordo de Sede, para a criação de missões diplomáticas junto da CPLP. "Esta alteração vai reforçar o prestígio internacional da CPLP porque passa a ser possível a acreditação dos Estados junto do secretariado e não apenas junto do Governo português", disse o embaixador Luís Fonseca.
O responsável falava no Ministério dos Negócios Estrangeiros após a assinatura do protocolo de alteração ao Acordo de Sede daquela organização, que vai permitir a criação de missões diplomáticas junto da CPLP.
Na altura, Luís Fonseca realçou ainda que a acreditação de embaixadores pode ser feita por qualquer país e não apenas pelos Estados-Membros da CPLP.
"Outros Estados que pensem ter uma relação directa com o secretariado podem fazê-lo", disse aos jornalistas.
O embaixador mostrou-se satisfeito com a assinatura do protocolo, que "vai ajudar a preencher uma lacuna", e destacou o "tempo recorde" em que o documento foi assinado.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, afirmou que o governo quer "dar uma nova dinâmica à CPLP" durante a presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre deste ano.
"Os objectivos com que nos confrontamos são de afirmação num mundo cada vez mais exigente e competitivo", disse o chefe da diplomacia, sublinhando que a CPLP tem de "estar à altura dos novos desafios".
Luís Amado defendeu também que este protocolo "vai potenciar nos próximos anos as condições de trabalho da Comunidade".
O Acordo de Sede da CPLP não previa representações exclusivas dos países-membros, autónomas das embaixadas ou governos.
Em Fevereiro de 2006, o Brasil aprovou, por iniciativa directa do Presidente Lula da Silva, o decreto que criava a missão permanente junto da CPLP.
Há um ano que o Brasil esperava a legalização da sua missão diplomática junto organização lusófona, que está instalada em Portugal desde Agosto passado.
Timor-Leste também está a preparar a instalação de uma missão junto da comunidade, que deverá ser chefiada pela ex-embaixadora em Lisboa Pascoela Barreto.

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