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Brasil
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Lula da Silva vai propor a Bush investimentos em países africanos
- 26-Mar-2007 - 16:25
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje que irá propor ao seu homólogo norte-americano, George W. Bush, investimentos para fortalecer a economia de países africanos e do Haiti, o Estado mais pobre das Américas.
"O que é importante é que a gente ajude a desenvolver o Haiti, portanto, nós queremos que haja investimento em dinheiro para projectos de fortalecimento da economia no Haiti", salientou.
"E também discutir com o presidente Bush parceria entre Brasil e os Estados Unidos para ajudar os países africanos a se desenvolverem, sobretudo na área do biodiesel e do etanol", disse Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
No dia 31 de Março, Lula da Silva retribuirá a visita que George Bush fez ao Brasil no início deste mês, estando previsto um encontro entre os dois presidentes em Camp David, residência de campo do presidente norte-americano.
Lula da Silva sublinhou ainda que planeia voltar a tratar com George Bush as parcerias na área de biocombustíveis e a retoma das negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC), temas discutidos entre os dois presidentes no Brasil.
"Com muita humildade, com muita serenidade, o Brasil vai fazendo a sua tese prevalecer, no sentido de criar um comércio mais justo, no sentido de procurar parcerias mais fortes", disse.
"Eu digo sempre que num acordo, seja em família, seja entre colegas, seja um negócio de um carro ou um negócio de Estado para Estado, é bom enquanto os dois saírem dizendo que ganharam. Esse é o acordo ideal", salientou.
Lula da Silva afirmou ainda que o Brasil está a fortalecer as suas relações comerciais com a União Europeia, com o Mercosul e com os Estados Unidos.
A Força de Estabilização de Paz no Haiti (MINUSTAH), liderada pelo Brasil desde 2004, deverá permanecer no país até 15 de Outubro deste ano, segundo recente decisão do Conselho de Segurança da ONU.
Actualmente, a MINUSTAH é formada por 7.500 soldados e 2.000 polícias de 20 países.

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