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Exploração de carvão de Moatize (centro) será autorizada em breve
- 27-Mar-2007 - 14:08
A autorização para a exploração de carvão mineral em Moatize, em Tete (centro), pela companhia brasileira Vale do Rio Doce (CVRD), poderá ser concedida em breve, tendo o processo de licenciamento entrado na sua fase conclusiva.
Na segunda-feira, foi entregue pela CVRD às autoridades moçambicanas o Plano de Desenvolvimento do Projecto de Exploração, o último documento requerido para completar o processo de licenciamento da exploração mineira.
A concretização deste derradeiro passo pode indiciar, de acordo com fontes ligadas ao processo, que foram consideradas satisfatórias as condições apresentadas até aqui pela empresa brasileira.
Com cerca de 2,5 mil milhões de toneladas de carvão, Moatize constitui uma das maiores reservas de mundiais ainda por explorar daquele mineral.
O governo moçambicano tem admitido, no entanto, que as reservas de Moatize sejam maiores do que o estimado.
O estudo levado a cabo pela CVRD sobre as reservas de carvão, um documento de 22.500 páginas, levou dois anos a elaborar e envolveu 500 técnicos.
Enquanto decorre o processo de licenciamento, a Vale Doce - subsidiária moçambicana da CVRD - está já a construir as infra-estruturas necessárias para a exploração mineira, de modo encurtar o hiato entre a "luz verde" para a mineração e o início efectivo dos trabalhos.
A CVRD tem também realizado ensaios laboratoriais, estudos de engenharia mineira e de mercado e de rota de escoamento, que incluíram o trabalho geotécnico na linha de Nacala, na província de Nampula, norte do país.
Para o director da Vale Doce Moçambique, Galib Chaim, o documento apresentado reflecte "28 meses de trabalho" durante os quais a empresa brasileira e a sua subsidiária conseguiram "vencer todos os obstáculos".
"Esperamos que o nosso produto seja de extrema qualidade e esperamos que vá ao encontro as expectativas do governo", acrescentou.
Na fase de construção da mina, a Vale Doce deverá empregar cerca de três mil trabalhadores, número que será reduzido para metade na fase de exploração mineira.
O início da exploração está previsto para meados de 2009.
A quantidade estimada permitirá à companhia brasileira explorar, anualmente, 26 milhões de toneladas de carvão bruto.
Entre os componentes a extrair, incluem-se coque, para a indústria metalúrgica, bem como carvão energético, destinado à produção de energia eléctrica.
O potencial energético apurado pela CVRD em Moatize pode ser explorado durante 35 anos, ou seja, mais 10 anos que o prazo máximo de concessão prevista pela lei moçambicana de minas, que está fixado em 25 anos.

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