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Projecto da Alfabetização Solidária é «exemplo de sucesso»
- 28-Mar-2007 - 14:05
A superintendente executiva da Alfabetização Solidária (AlfaSol) do Brasil, Regina Esteves, considerou a renovação esta semana do projecto de cooperação técnica com São Tomé e Príncipe como um exemplo para outros países.
"A cooperação com São Tomé é um caso de sucesso, tanto do lado brasileiro como dos são-tomenses, que têm sabido, brilhantemente, dar continuidade às obrigações através de uma política de sustentabilidade local. É um exemplo para outros países", afirmou Regina Esteves.
A assinatura do acordo, realizada segunda-feira à noite, na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades de São Tomé e Príncipe, Carlos Gustavo dos Anjos, que está em visita oficial ao Brasil, marca o início da quarta fase da parceria entre a AlfaSol e o governo são-tomense.
O projecto, que começou em 2001, com a AlfaSol a apoiar os esforços para estruturar políticas públicas de alfabetização e Educação de Jovens e Adultos no país, já obteve resultados notáveis.
Segundo Regina Esteves, quase cinco mil alunos já foram beneficiados não só com uma alfabetização inicial, mas com uma educação continuada.
A quarta fase da parceria é focada no fortalecimento da equipa local de uma directoria que foi criada dentro do Ministério da Educação de São Tomé e Príncipe, com o objectivo de dar continuidade às turmas de alfabetização que já foram criadas e ampliar o número de pessoas atendidas.
"O projecto, que conta com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil), estende-se até mesmo na ajuda para que São Tomé e Príncipe capte recursos internacionais", ressaltou a superintendente executiva da AlfaSol.
Livre dos cinco séculos de colonização portuguesa há pouco mais de 32 anos, São Tomé e Príncipe ainda contabiliza taxa de analfabetismo de cerca de 45 por cento entre as mulheres adultas, segundo dados da Unesco.
Entre os homens, o índice é menor, embora ainda bastante alto: mais de 29 por cento.
Criada em 1997, a AlfaSol, sem fins lucrativos, já atendeu mais de cinco milhões de jovens e adultos em cerca de 2.000 municípios brasileiros e sua actuação dá-se também, para além de São Tomé e Príncipe, em Timor-Leste, Moçambique e Cabo Verde, todos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Em 2003 chegou também à Guatemala, primeiro país de língua espanhola a adoptar a Alfabetização Solidária.

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