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São Tomé e Príncipe forma consórcio com Angola, Brasil e Portugal
- 29-Mar-2007 - 14:44
São Tomé, São Tomé e Príncipe (PANA) - O Governo são-tomense está a reunir consenso nacional para a revisão da actual lei petrolífera por forma a permitir a criação dum consórcio formado pelo arquipélago, pelo Brasil, por Portugal e por Angola, na sua zona de exploração exclusiva de petróleo, soube a PANA quinta-feira de fonte governamental.
O ministro são-tomense dos Negócios Estrangeiros Carlos Gustavo dos Anjos, que iniciou a 25 de Março uma visita oficial de quatro dias ao Brasil, precisou que o consórcio seria constituído pela Petrobras (Brasil), pela Galp Energia (Portugal), pela Sonangol (Angola e pela Petrogás (São Tomé e Príncipe).
O chefe da diplomacia são-tomense disse haver "necessidade de fazer alguns ajustes na nossa lei do petróleo, que impõe regras para a concessão dos blocos e que prevê a realização de concurso público".
Gustavo dos Anjos destacou ainda que já existe uma oferta do Governo brasileiro de formar profissionais na área petrolífera e que São Tomé e Príncipe "vai, com certeza, explorar esta via".
De acordo com estimativas de empresas petrolíferas, a produção em São Tomé e Príncipe pode chegar a um milhão de barris por dia em 10 anos, o que poderia reverter o actual quadro de pobreza que atinge cerca de 54 por cento da população das ilhas situadas no Golfo da Guiné.
São Tomé e Príncipe partilha com a Nigéria a exploração de hidrocarbonetos na zona de sobreposição de fronteiras entre os dois países.
Nos termos dum acordo assinado entre ambos os países, as receitas da exploração de petróleo serão repartidas em 60 por cento para os nigerianos e 40 por cento para os são-tomenses.

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