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Passageiro morre após passar noite em aeroporto de Curitiba
- 1-Apr-2007 - 15:28
Um dos milhares de passageiros impedidos de viajar sexta-feira à noite devido à paralisação dos controladores aéreos brasileiros morreu no sábado de enfarte num aeroporto da região metropolitana de Curitiba, confirmaram fontes aeroportuárias.
Luiz Fernando Moska, de 54 anos, passou a noite numa das salas de espera do aeroporto Afonso Pena, de São José dos Pinhais, no Paraná, na sequência dos cancelamentos de voos em todo o país.
Moska começou a sentir-se mal de manhã e foi imediatamente atendido pelo serviço médico do aeroporto, sendo depois levado para um hospital em Curitiba, onde acabou por morrer.
Os protestos dos controladores aéreos brasileiros provocaram atrasos em diversos voos do Brasil ao longo de todo o dia de sexta-feira.
O protesto, durante o qual os controladores se barricaram, foi uma represália contra alegadas retaliações da Força Aérea Brasileira (FAB), como afastamentos e transferências arbitrárias.
A situação agravou-se à noite, quando os controladores resolveram paralisar por completo as suas actividades, à excepção do pouso dos aviões que já estavam no ar ou que estivessem em emergência. Todos os aeroportos brasileiros foram fechados e estabeleceu-se o caos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desautorizou o comando da Força Aérea Brasileira, que havia mandado prender controladores em greve, e optou por negociar com a classe.
O governo cedeu e chegou a acordo com os controladores, que reivindicam a desmilitarização do sector, melhor remuneração e fim das alegadas represálias da FAB.
O governo comprometeu-se a rever as transferências e afastamentos dos controladores, abrir um canal permanente de negociação com a categoria e voltar a negociar, a partir de terça-feira, a remuneração reivindicada pelos trabalhadores do sector.
Após o acordo, os controladores voltaram ao trabalho, mas mantêm-se as perturbações nos aeroportos brasileiros.
Em Washington, Lula da Silva afirmou aos jornalistas que até terça-feira haverá uma solução definitiva para a crise.

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