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ONU pede a africanos atenção à China e ao Brasil
- 13-Apr-2007 - 19:44
O secretário-geral adjunto da ONU Carlos Lopes instou hoje os países africanos a estarem atentos para poder beneficiar do interesse que o Brasil e a China vêm a demonstrar em relação ao continente.
Carlos Lopes, que é também director-geral da UNITAR (Instituto das Nações Unidas para a Formação e Investigação), adiantou que o Brasil e a China têm estratégias "muito específicas" em relação a África, pelo que é necessário muita atenção para beneficiar dessas duas estratégias.
O responsável falava hoje na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, onde participa na 33¦ Assembleia-geral do Distrito 9100 da Rotary International, que reúne na Praia cerca de 400 delegados de 14 países da África Ocidental.
Durante a comunicação que apresentou hoje, " A África entre a China e o Brasil", Carlos Lopes defendeu que os africanos devem centrar a sua atenção neste mercados emergentes, que cada vez mais procuram África como destino dos seus investimentos.
Segundo Carlos Lopes, este movimento leva a que baixe o peso da dívida dos países africanos. Da parte asiática há também, disse, uma procura de matérias-primas africanas, num continente onde há países actualmente com "taxas de crescimento promissoras".
Embora as relações com a Europa e com os Estados Unidos estejam a ser desenvolvidos há mais tempo, Carlos Lopes afirmou que se está a viver em relação à China e ao Brasil um movimento diferente a nível económico, com tendências de comércio e de investimento também diferentes.
"É evidente que a relação com a Europa é muito marcada historicamente e é a que as pessoas conhecem melhor. Com os Estados Unidos é uma relação muito mediática e muito conhecida. Mas conhece-se menos a estratégia dos outros grandes países do Sul, escolhi estes dois porque parecem ser os mais activos neste momento", explicou.
No entender de Carlos Lopes a Índia vem logo a seguir no grupo de novos países com investimentos em África, um país que começa a ter uma importância grande nos investimentos no continente e cuja tendência é a de aumentar.
Para Carlos Lopes, no "braço de ferro" entre o Brasil e a China é o primeiro que começa a perder terreno em relação ao "gigante" asiático.

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