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Diferenças nas telecomunicações na CPLP devem ser uma inspiração
- 24-Apr-2007 - 18:24
As diferenças existentes nos correios e telecomunicações entre os países lusófonos devem ser "uma inspiração" para os parceiros menos evoluídos e não um bloqueio à cooperação, disse hoje em Maputo o presidente da Fundação Portuguesa das Comunicações, Almeida Matos.
Matos fez hoje o apelo para o incremento da troca de experiências entre os operadores dos correios e telecomunicações, em declarações à Lusa, durante a 15ª edição do fórum da Associação dos Operadores de Correios e Telecomunicações dos Países e Territórios de Língua Oficial Portuguesa (AICEP), que decorre de hoje até quinta- feira na capital moçambicana.
Para o presidente da Fundação Portuguesa das Comunicações (que integra a ANACOM, CTT e Portugal Telecom), "os diferentes graus de desenvolvimento que os o peradores dos correios e das telecomunicações da CPLP registam podem obrigar os países menos favorecidos a correr duas vezes mais, de modo a estarem ao nível dos mais avançados".
A troca de experiências e a partilha das diferentes visões no domínio dos correios e telecomunicações, como deve acontecer no encontro de Maputo, é uma oportunidade para se realçar a necessidade de mais investimentos no sector, sublinhou Almeida Matos.
Segundo Matos, "o desenvolvimento dos correios e das telecomunicações tem que ser orientado para o bem-estar das populações da CPLP, através da colocação dos produtos proporcionados por esses sectores à saúde e educação".
Por seu turno, o director de filatelia dos Correios de Portugal, Raul Moreira, destacou que o intercâmbio entre os operadores da CPLP pode permitir que "os agentes que estão no mercado há pouco tempo evitem os erros cometidos pelos o peradores mais antigos".
"Em cerca de 520 anos de existência dos Correios de Portugal foram cometidos muitos erros, que se partilhados com os outros operadores, podem alertar para esses riscos", enfatizou Moreira.
As transformações que estão a ocorrer nos serviços postais, forçadas pelas novas tecnologias de comunicação, impõe uma melhor adequação às novas necessidades do mercado, apontou o director de filatelia dos Correios de Portugal.
"As cartas, que foram durante séculos a razão de ser dos correios, estão a morrer, os serviços dos correios vão depender cada vez mais dos novos serviços de telecomunicações, situação que impõe uma maior associação a estes domínios", frisou Raul Moreira.
A 15ª edição do Fórum da AICEP reúne representantes de todos os membros da CPLP: Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Macau, Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Timor Leste e é consagrada ao tema "Comunicações: Novas Tendências".

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