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Prospecção de petróleo no norte custa 220 milhões de euros
- 25-Apr-2007 - 14:47
A prospecção de petróleo em cinco áreas do Bloco do Rovuma, no norte de Moçambique, adjudicada a quatro grandes empresas internacionais, deverá custar cerca de 220 milhões de euros e envolver a perfuração de oito poços.
A Artumas, a última das empresas autorizada a efectuar prospecção de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma, anunciou que as pesquisas na área "on shore" do bloco deverão custar cerca de 14,6 milhões de euros.
Os restantes encargos deverão ser repartidos por companhias como a Norsk Hydro (Noruega), Anadarko Petroleum Corporation (Estados Unidos), ENI (Itália) e Petronas (Malásia), todas já activas na prospecção de petróleo no país, sobretudo no "off shore" do norte.
A Galp Energia, através da ENI (accionista de referência da empresa, com 33,34 por cento do capital), perspectiva também a entrada na exploração de blocos ganhos pela empresa italiana em Moçambique.
Na corrida está também a petrolífera Petrobras, que em Outubro do ano passa do firmou com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, estatal) um acordo para a exploração de petróleo e gás natural em Moçambique, com a intenção de a iniciar nos primeiros meses deste ano.
A empresa brasileira já actua num bloco de exploração em Moçambique, em parceria com a Petronas (Malásia), na produção de hidrocarbonetos na foz do rio Zambeze.
A companhia petrolífera malaia deverá, entretanto, começar no primeiro semestre deste ano a segunda fase de pesquisas de petróleo no Delta do Zambeze, est ando prevista a realização de um furo "off shore" com um custo de 20 a 25 milhões de dólares (14,6 a 18,3 milhões de euros).
A Norsk Hydro, por seu turno, manifestou recentemente o desejo de prosseguir as actividades de pesquisa e prospecção de petróleo na bacia do rio Rovuma.
Embora nunca tenha sido confirmada a existência em Moçambique de petróleo em quantidade passível de exploração comercial, as autoridades moçambicanas têm apontado para fortes indícios da presença de crude na bacia do Rovuma (rio que separa Moçambique da Tanzânia, no norte do país) e no delta do Zambeze (centro) .
"Do ponto de vista geológico, há potencial para ocorrência de petróleo", disse recentemente o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (PCA), Arsénio Mabote, indicando que a existência no país de hidrocarbonetos associados ao petróleo, como o gás e o carvão mineral, criam a expectativa de que é também possível encontrar crude nas águas moçambicanas.
Pesquisas efectuadas em 1986 pela petrolífera ESSO e, em 1998, pela empresa Lohnropet, subsidiária da empresa britâica Lohnro, indicaram não existir petróleo na região, mas sim depósitos de gás.
A ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, indicou recentemente que os resultados das pesquisas nas bacias do Zambeze "trarão conhecimento profundo sobre a geologia do subsolo e o potencial existente do petróleo bruto e gás na tural" da região.
Por divulgar fica agora o relatório de impacto ambiental do projecto de levantamento sísmico "off shore" na bacia do Rovuma, tendo o Governo prometido a divulgação do documento até Maio.
A zona em prospecção é descrita pelos especialistas como muito sensível por se situar no Parque Nacional das Quirimbas, constituído pelo arquipélago com o mesmo nome, uma cadeia de 28 ilhas habitadas, onde residem algumas espécies marinhas protegidas, e é uma das mais importantes zonas turísticas de Moçambique.

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